Senado aprova prioridade na restituição do IR para agentes de segurança

Restituição Imposto Renda Receita Federal

Restituição Imposto Renda Receita Federal - Foto: rafastockbr/ Shutterstock.com

Uma proposta que eleva a segurança pública na fila de restituição do Imposto de Renda foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) . O Projeto de Lei 458/2024 concede preferência a esses profissionais, que passariam a ser os próximos na ordem de pagamento, logo após idosos e educadores. A medida abrange policiais, bombeiros, guardas municipais e agentes penitenciários. Caso não haja pedido de revisão para votação no Plenário do Senado, o texto será encaminhado para a Câmara dos Deputados.

O texto do projeto de lei insere os trabalhadores da segurança pública na lista de grupos com direito a receber a restituição do Imposto de Renda de forma prioritária. Caso a iniciativa seja promulgada como lei, essas categorias terão vantagem no recebimento, seguindo apenas os aposentados e aqueles cuja principal atividade profissional é o ensino. A abrangência da medida contempla os servidores de segurança citados na Constituição e no Sistema Único de Segurança Pública, bem como os envolvidos no sistema socioeducativo.

O senador Jayme Campos, representante do União por Mato Grosso e autor da matéria, explicou que a inserção desses profissionais na lista de prioridades representa um reconhecimento do serviço prestado por essas categorias, que lidam com perigos constantemente.

Imposto de Renda – Foto: Adao/Shutterstock.com

Jayme Campos defendeu que “Nada mais justo, portanto, que estendermos esse tratamento aos homens e mulheres que todos os dias colocam a própria vida em risco para proteger a nossa população. São policiais, bombeiros, guardas municipais, agentes penais, que deixam suas casas para enfrentar a criminalidade, socorrer vítimas, preservar vidas e garantir a ordem pública. Não estamos falando de privilégio. Estamos falando de reconhecimento.”

A alteração proposta não impacta os valores das restituições e nem gera novos gastos para o governo, mas apenas reestrutura a sequência de pagamentos entre os contribuintes elegíveis. A informação foi detalhada pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, o senador Renan Calheiros, filiado ao MDB de Alagoas.

Renan Calheiros afirmou que a mudança “Não tem repercussão fiscal, inverte apenas a ordem das prioridades e atende, com essa prioridade, os profissionais da segurança pública, que cuidam da proteção da vida das pessoas.”