Capitã Gabi se manifesta contra novas regras da CBV para atletas transgênero

3 min de leitura
Gabi Vôlei Seleção Brasileira Foto: Gabi Vôlei Seleção Brasileira - Foto: Instagram

A capitã da seleção brasileira feminina de vôlei, Gabriela Guimarães, conhecida como Gabi, expressou sua indignação em 17 de agosto nas redes sociais sobre a forma como a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) está tratando a questão das jogadoras transgênero no esporte. A atleta, medalhista olímpica em Tóquio e Paris, manifestou solidariedade a Tiffany Abreu, jogadora que será diretamente impactada pelas recentes mudanças nas regras de elegibilidade.

Mudanças nas normas da Confederação Brasileira de Vôlei

A CBV anunciou em 14 de agosto novas diretrizes para as competições nacionais, que preveem limitar a categoria feminina a “mulheres biológicas”. A partir da temporada 2026-27, jogadoras que desejam participar de ligas nacionais terão que apresentar um resultado negativo para o gene SRY, associado à diferenciação sexual masculina. Essa medida afeta diretamente Tiffany Abreu, que atua no vôlei feminino desde 2017. A decisão da CBV se insere em um debate global sobre a inclusão e elegibilidade de atletas transgênero em categorias esportivas, com diferentes federações e comitês olímpicos adotando abordagens variadas para conciliar equidade e inclusão.

Indignação de Gabi com o tratamento do caso Tiffany Abreu

Gabi iniciou sua postagem com a frase: “Quem luta ao seu lado? Isso é mais importante do que a própria luta”, e demonstrou forte repulsa pela condução do caso envolvendo Tiffany no Brasil. A capitã da seleção criticou a falta de explicações suficientes e a ausência de consideração pelas jogadoras durante o processo de comunicação das novas regras.

Questionamentos sobre o impacto nas atletas e o suporte à comunidade LGBTQIA+

A jogadora de vôlei fez um questionamento direto: “Alguém pensou em quem é Tiffany e no impacto que isso terá em sua vida?”. Gabi também levantou dúvidas sobre a autenticidade do apoio à comunidade LGBTQIA+, citando a prática de hastear a bandeira do arco-íris apenas em junho, durante o Mês do Orgulho. Ela ressaltou a importância de haver apoio às pessoas envolvidas nos momentos de maior necessidade.

O apelo por respeito e a solidariedade de outras atletas

Gabriela Guimarães encerrou sua manifestação enfatizando que “Tiffany é uma pessoa que merece respeito”. O posicionamento de Gabi recebeu eco no meio esportivo. Sheila Castro, bicampeã olímpica e ex-capitã da seleção brasileira, também utilizou suas redes sociais para expressar apoio a Tiffany Abreu, fortalecendo o coro de atletas que se manifestam contra as novas diretrizes da confederação. A situação destaca o crescente engajamento de figuras do esporte em debates sociais e de direitos.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

Notícias relacionadas