O Vasco SAF moveu, na 20 de agosto de 2026, um agravo de instrumento contra uma determinação judicial que vincula a análise de novos endividamentos, incluindo um empréstimo DIP de R$ 150 milhões, à apresentação de um relatório prévio de auditoria. O recurso foi submetido ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com pedido de avaliação imediata.
A solicitação do Vasco visa anular a exigência de aguardar o documento da auditoria da ICTS Global para que o novo financiamento seja examinado. A SAF argumenta que os propósitos da auditoria e do financiamento são distintos, e que a fiscalização não deveria ser uma condição para as decisões financeiras do clube.
Um dos pontos centrais do recurso é a atual situação de caixa da SAF. De acordo com as projeções divulgadas pelo Vasco, a necessidade de fundos para honrar compromissos chega a aproximadamente R$ 83 milhões até o dia 31 de agosto, podendo atingir R$ 150 milhões até 31 de outubro. O documento revela que, em 19 de agosto, restavam apenas doze dias para cobrir as obrigações projetadas para o final do mês, demonstrando a urgência financeira da equipe carioca.
Questões sobre a auditoria solicitada pela 777
Outro argumento apresentado no agravo menciona que a auditoria foi solicitada pela 777, e não diretamente pela Vasco SAF. Embora a Justiça tenha determinado que a 777 seja responsável integralmente pelos honorários da ICTS Global, o Vasco defende que qualquer atraso no pagamento ou controvérsia sobre essa despesa afeta diretamente a capacidade da SAF de conseguir o financiamento.
A SAF também reitera que já apresentou as prestações de contas referentes aos dois financiamentos DIP anteriores que recebeu. Com base nisso, o Vasco alega que já existem mecanismos de controle sobre o uso dos recursos, e que não há justificativa para impedir a análise do novo DIP até que a auditoria seja concluída.
