Pentágono libera novos documentos sobre OVNIs com relatos de esferas verdes e discos

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OVNIs - Divulgação Foto: OVNIs - Divulgação

O governo dos Estados Unidos tornou público um novo acervo de registros confidenciais envolvendo a observação de fenômenos aéreos sem explicação aparente. A liberação, coordenada pelo Departamento de Defesa, traz à tona descrições detalhadas de objetos com formatos de discos, esferas de coloração verde e clarões intensos nos céus do país. Essa movimentação representa a segunda etapa de um esforço robusto de desclassificação de arquivos governamentais, impulsionado por uma diretriz direta do presidente Donald Trump. O objetivo central dessa política de estado é fornecer à sociedade civil um acesso inédito a investigações que, desde a década de 1970, permaneciam restritas aos corredores escuros da inteligência militar americana.

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Entre o vasto material desclassificado, um dossiê de 116 páginas chama a atenção por focar exclusivamente em incidentes ocorridos nos arredores de Sandia, no estado do Novo México. A região abrigava instalações de pesquisa ultrassecretas ligadas ao desenvolvimento de armamentos atômicos no tenso período pós-Segunda Guerra Mundial. Justamente por ser um polo estratégico de defesa nacional, qualquer anomalia no espaço aéreo local era tratada com extrema urgência e rigor investigativo pelas autoridades de espionagem e segurança da época.

Os documentos detalham que, entre os anos de 1948 e 1950, militares e cientistas registraram impressionantes 209 relatos consistentes de atividades aéreas inexplicáveis naquelas imediações. As testemunhas descreveram repetidamente a presença de orbes esverdeados, estruturas em formato de disco e bolas de fogo cruzando o céu em velocidades e trajetórias incompatíveis com a tecnologia aeronáutica daquele período histórico. A consistência dos depoimentos e a alta qualificação técnica dos observadores forçaram o governo a manter essas informações sob sigilo absoluto por mais de sete décadas, temendo o vazamento de vulnerabilidades do espaço aéreo americano.

Relatos de astronautas da missão Apollo 12 ganham explicações científicas modernas

O escopo dos arquivos liberados não se limita à atmosfera terrestre, estendendo-se também às missões históricas de exploração espacial da agência americana. Um dos relatórios mais intrigantes envolve a tripulação da Apollo 12, composta pelo comandante Charles “Pete” Conrad e pelos pilotos Richard “Dick” Gordon e Alan L. Bean. Durante as rigorosas avaliações médicas e os interrogatórios técnicos após o retorno da Lua, os três astronautas relataram ter visualizado flashes repentinos e rastros luminosos enquanto tentavam descansar na escuridão total da cabine da espaçonave.

Naquela época, o fenômeno gerou intensos debates internos sobre a origem daquelas luzes misteriosas no vácuo do espaço. Hoje, a ciência espacial moderna compreende que esses clarões visuais, percebidos pelos viajantes espaciais mesmo com os olhos fechados, são causados pelo impacto de raios cósmicos de alta energia passando pelo nervo óptico ou pela retina fora da proteção magnética da Terra. Ainda assim, a inclusão desse episódio nos arquivos de inteligência demonstra como qualquer anomalia sensorial ou visual era rigorosamente catalogada pelos militares americanos como uma potencial ameaça ou descoberta.

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A atual onda de desclassificação obedece a um cronograma estabelecido em fevereiro, quando Donald Trump ordenou a abertura de gavetas contendo dados sobre vida alienígena e objetos não identificados. O primeiro lote de informações chegou ao público no início de maio, acompanhado do lançamento do portal oficial WAR.GOV/UFO, desenhado especificamente para centralizar todo o acervo histórico do governo. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, foi enfático ao declarar que a retenção prolongada dessas evidências apenas serviu para alimentar especulações infundadas e roteiros de ficção na cultura popular.

Em seu pronunciamento oficial, Hegseth argumentou que a população americana tem o direito inalienável de analisar os fatos brutos por conta própria, sem filtros governamentais. A atual gestão do Departamento de Guerra aproveitou o momento político para criticar administrações anteriores, acusando-as de tentar desacreditar testemunhas oculares e desencorajar o interesse público sobre os fenômenos aéreos. A promessa do governo federal é manter um fluxo constante de liberações de documentos, garantindo uma prestação de contas que as autoridades classificam como um marco histórico na relação entre o Pentágono e os cidadãos.

Imagens de sensores infravermelhos expõem a complexidade dos fenômenos aéreos modernos

Para evitar confusões conceituais e pânico infundado, as Forças Armadas adotaram o termo Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP) em substituição à antiga e estigmatizada sigla OVNI. Essa mudança de nomenclatura na doutrina militar é fundamental, pois o governo deixa claro que a incapacidade temporária de explicar um avistamento não comprova a existência de visitantes interplanetários. Os arquivos recém-abertos tratam exclusivamente de casos que esgotaram as possibilidades de explicação convencional, permanecendo como quebra-cabeças não resolvidos para a comunidade de inteligência.

  • Capturas realizadas em 2021 por sensores térmicos avançados sob a jurisdição do Comando Central dos Estados Unidos, mostrando anomalias de calor em zonas de patrulha militar rotineira.
  • Registros em vídeo datados de 2022, também na área de responsabilidade do Comando Central, que evidenciam objetos se movendo de maneira atípica e sem propulsão visível diante de câmeras de alta precisão.
  • Imagens captadas em 2023 pelo Comando Norte dos EUA, submetidas a redes sigilosas de análise cibernética antes de serem finalmente liberadas para o escrutínio público global.

Diante da imensa complexidade técnica exigida para decifrar esses registros visuais e documentais, o Departamento de Guerra passou a encorajar ativamente a participação de especialistas da iniciativa privada e do meio acadêmico. A expectativa central é que a colaboração com cientistas independentes, laboratórios universitários e empresas de tecnologia de ponta ajude a desvendar a física por trás dessas anomalias atmosféricas. Paralelamente, as autoridades de defesa se comprometeram a publicar relatórios periódicos sempre que um caso antigo for solucionado, separando definitivamente o que é falha de equipamento, fenômeno meteorológico raro ou tecnologia de nações adversárias.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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