O Tribunal de Assize de Busto Arsizio condenou a brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, à prisão perpétua pela morte do companheiro italiano Fabio Ravasio, morto atropelado por um carro enquanto andava de bicicleta na província de Milão. A sentença saiu em junho, após um julgamento de 12 horas.
Ravasio foi atingido em um episódio que, a princípio, parecia acidente de trânsito comum.
O Ministério Público apurou outra versão. Segundo a acusação, Adilma planejou o crime durante meses, movida por interesse financeiro: o patrimônio da vítima era avaliado em cerca de três milhões de euros, equivalentes a aproximadamente R$ 17 milhões na cotação atual.
Como ficaram as penas dos outros sete réus no processo
Além de Adilma, sete pessoas foram condenadas por participação no crime. As penas variaram bastante conforme o grau de envolvimento apontado pela Justiça.
- Marcello Trifone — prisão perpétua
- Fabio Lavezzo — prisão perpétua
- Massimo Ferretti — 24 anos
- Igor Benedito — 23 anos
- Mohammed Dhaibi — 22 anos
- Mirko Piazza — 14 anos e quatro meses
- Fabio Oliva — 14 anos
A acusação sustenta que a brasileira contou com apoio de amigos, familiares e amantes para tirar a vida de Ravasio.
Versão de Adilma tentou apontar culpa para o ex-marido
Durante o processo, Adilma negou todas as acusações. Pouco antes de ouvir a sentença, ela repetiu que “não tinha motivos para matar Fábio”.
A defesa tentou transferir responsabilidade a Massimo Ferretti, ex-marido da ré e também condenado no caso. Adilma alegou ter descoberto que ele buscava alguém disposto a matar Ravasio.
Advogados da família da vítima comemoram o resultado do julgamento
Francesco Arnone e Vincenzo Montalbano, advogados que representam a família de Ravasio, classificaram a decisão como justa. “A sentença refletiu o andamento do julgamento e estamos satisfeitos que todos os oito réus tenham sido considerados culpados”, disseram os dois.
Caso reabre suspeita sobre morte de outro ex-marido da condenada
A investigação sobre Ravasio levou a Justiça italiana a reabrir o caso da morte de Michele Della Malva, outro ex-marido de Adilma, ocorrida em dezembro de 2011.
Na época, o óbito foi atribuído a um infarto. Promotores agora avaliam a hipótese de envenenamento a mando da brasileira.
Na imprensa italiana, Adilma ganhou o apelido de “louva-a-deus de Parabiago”, referência ao inseto cujas fêmeas matam os machos após o acasalamento.
