Nick Kyrgios, de 31 anos, já pode voltar a jogar tênis profissional. A liberação veio um mês depois de o australiano testar positivo para benzoilecgonina, substância derivada da cocaína.
A Agência Internacional de Integridade do Tênis confirmou, em 3 de setembro, que a suspensão caiu de três para um mês. O tenista aceitou entrar num programa de tratamento validado pela própria agência, condição que abriu caminho para o retorno antecipado.
O que a Itia apurou sobre o episódio em Mallorca
O flagrante aconteceu durante o ATP 250 de Mallorca. Segundo a apuração da entidade, o consumo foi recreativo e ocorreu fora do período de competição.
Kyrgios caiu logo na primeira rodada naquele torneio. Ele perderá os pontos e o prêmio em dinheiro conquistados ali, apesar de já estar livre para competir novamente.
Laudo de laboratório credenciado pela Wada embasou a decisão
Um especialista de um laboratório certificado pela Agência Mundial Antidoping avaliou o caso a pedido da Itia. O profissional concluiu que a quantidade de cocaína encontrada na amostra era compatível com a versão do tenista sobre uso fora das quadras.
Essa conclusão técnica foi decisiva. Foi ela que permitiu à Itia enquadrar o episódio como violação sem relação com o desempenho esportivo.
Regra da Wada prevê corte de pena com adesão a tratamento
As diretrizes da Agência Mundial Antidoping estabelecem pena padrão de três meses para esse tipo de infração. O texto normativo também prevê redução para um mês nos casos em que o atleta aceita seguir um programa de tratamento chancelado pela Itia — foi exatamente o caminho adotado por Kyrgios.
O episódio se soma a uma temporada de instabilidade competitiva do australiano, que já vinha alternando boas atuações com quedas precoces em torneios ao longo do ano.
