A região de Xizang, no Tibete, foi sacudida por um terremoto de magnitude 5 em 3 de setembro de 2026. O Centro Alemão de Pesquisa em Geociências e o Serviço Geológico dos Estados Unidos confirmaram o abalo, com epicentro na faixa oeste do território chinês, perto da fronteira com a Índia.
Minutos depois, a terra tremeu de novo. Um segundo evento, de magnitude 4.8, atingiu o município de Mianyang às 8h39. A cidade fica na província de Sichuan, área situada no planalto tibetano, no sudoeste da China, conforme dados do Centro de Redes Sismológicas da China.
Profundidade do abalo e ausência de prejuízos em Xizang
O primeiro tremor teve foco a 10 quilômetros de profundidade. Não houve vítimas. Nenhum dano estrutural foi relatado pelas autoridades até o momento.
Por que dois tremores em sequência preocupam a região
A proximidade temporal entre os dois eventos chama atenção porque o Himalaia e o planalto tibetano concentram uma das zonas de maior atividade tectônica do planeta, resultado do encontro entre a placa indiana e a placa eurasiática. Quando um abalo de magnitude relevante ocorre nessa faixa, é comum que réplicas ou eventos secundários surjam em áreas vizinhas nas horas seguintes, o que explica o monitoramento redobrado tanto do lado chinês quanto de institutos internacionais.
Para moradores de Sichuan, província que já registrou sismos de grande impacto no passado, qualquer novo tremor reacende a atenção das autoridades locais para infraestrutura e sistemas de alerta.
Ligação com o desastre recente no Himalaia
O movimento tectônico inicial ocorreu na encosta de uma cadeia montanhosa associada aos eventos geológicos que atingiram o Himalaia recentemente.
Equipes de monitoramento sísmico seguem acompanhando a área. Novas medições devem esclarecer se há relação direta entre os dois abalos registrados no mesmo dia.
