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Marcão celebra triunfo do Fluminense e mira duelo com o Platense na Libertadores

Marcão dá instruções durante o treinamento do Fluminense - LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
Foto: Marcão dá instruções durante o treinamento do Fluminense - LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
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O técnico Marcão avaliou de forma positiva o triunfo do Fluminense sobre o Vasco por 1 a 0, resultado que colocou a equipe na 4ª colocação do Brasileirão, com 45 pontos. A partida aconteceu no Maracanã e teve gol de Lucho Acosta, que entrou do banco de reservas e balançou as redes com assistência de Soteldo.

Em entrevista coletiva após a partida, o treinador evitou cravar metas específicas para o time na competição nacional. “Nosso desafio é jogo a jogo, é fazer o melhor em cada jogo e somando pontos. Lá no final, se der para a gente jogar, a gente vai lutar por isso. Sempre pelo Fluminense lutando lá em cima, buscando a melhor posição”, disse Marcão.

O comandante também explicou as escolhas táticas feitas durante o confronto direto com o rival carioca. Segundo ele, a postura do Vasco em campo exigiu ajustes específicos do lado tricolor. “O Vasco colocou o Puma, o Canobbio fez uma grande partida tática… optamos pelo Arana para dobrar com o Renê, e colocamos o Canobbio por dentro para revezar com o Serna”, afirmou o treinador, mencionando ainda um possível lance de VAR não assinalado envolvendo Adson e Serna.

A vitória sobre o Vasco chega poucos dias antes de um compromisso decisivo. Na terça-feira, às 19h, o Fluminense recebe o Platense no Maracanã, pela ida das quartas de final da Libertadores.

Marcão descreveu a dinâmica do clássico e destacou a necessidade de equilíbrio diante das alternâncias de posse de bola. “A posse ia mudar, em algum momento o Vasco ia tomar conta do jogo, o Fluminense ia tomar conta do jogo. A equipe adversária vem em um grande momento. Quando o momento fosse do Vasco, a gente tinha que saber se defender”, disse o treinador, que classificou a vitória como importante para embalar a torcida antes do duelo continental.

Zagueiro Thiago Silva ficou de fora por desconforto no joelho

Questionado sobre a ausência de outro jogador em uma função mais tática, Marcão citou a disputa de posição com Riquelme. “A gente vai avaliando conforme as partidas. Nesse jogo, por ter colocado o Arana, precisa de um jogador para uma função mais tática, como da outra vez a gente optou pelo Riquelme. Ele está treinando, e vamos colocá-lo por dentro ou pelo lado. A gente conta muito com ele”, explicou.

O técnico revelou que Thiago Silva sentiu incômodo no joelho e por isso não atuou diante do Vasco. “O Thiago queria muito estar dentro. Ele também sentiu um incômodo no joelho, como Hércules e como Jemmes. Esse espaço e sábado para terça é muito curto e não podemos correr risco, com muitos jogos. Optamos por preservá-lo para que terça-feira ele possa estar limpo, 100%, para fazer uma grande partida”, contou Marcão, elogiando o desempenho de Millán e Ignácio na zaga.

Ajustes no intervalo mudaram o rumo da partida contra o Vasco

O treinador detalhou como a equipe reagiu à pressão inicial imposta pelo rival. Foi um relato longo sobre a construção tática ao longo dos dois tempos, desde a dificuldade em achar espaços até a reorganização que definiu o resultado. “Tínhamos algumas variações para sair dessa pressão inicial do Vasco. Tinha certeza que eles iam usar a pressão, com time confiante e que veio de uma classificação importante. Criamos algumas alternativas, mas nossa equipe se apertou, e o Paulo vai tentando achar o espaço dele no campo. Só que foi o que aconteceu no final do primeiro tempo, com a mudança, com Canobbio e Soteldo invertendo o lado, e o Paulo começou a se aproximar mais, meio lado, onde o Vasco tem um pouco de espaço para que o adversário jogue. E foi ali que encontramos o modelo para chegar em uma segunda fase para agredir mais o Vasco o primeiro. Mas o começo do jogo foi muito difícil, onde tivemos que alongar mais e contar com o Hulk nesse pivozão. Eles arriscaram tudo. Foi uma mudança de jogo importante e desafiadora”, afirmou Marcão.

Sem Hércules em campo. Marcão valorizou os reservas que entraram durante a partida.

“Isso a gente tem valorizado mais. Nos nossos treinos, tentamos valorizar todo mundo. Deixar todos em condições e preparados. Nem sempre os que começam o jogo, que hoje são os titulares que resolvem, mas os cinco últimos que entram. Estão entrando concentrados, focados, e mais uma vez fez a diferença. É grupo, coletividade, organização, amizade, e é assim que vamos levar para terça-feira e na sequência dos campeonatos”, disse o técnico sobre a força do elenco.

Marcão elogia atuação de Martinelli e cita ausência de Hércules

O treinador comentou o bom momento de Martinelli, citando conversa anterior sobre uma possível convocação para a Seleção. “É o equilíbrio da nossa equipe quando esses jogadores vão bem, a chance de êxito aumenta. Eu tinha falado antes do jogo, sobre a possibilidade do Martinelli, sobre Seleção… E, realmente, quando Martinelli está em um dia bom nos ajuda bastante”, disse Marcão, acrescentando que o meio-campo conta hoje com opções qualificadas na função.

Marcão também reconheceu a postura mais agressiva do Vasco no clássico e como a equipe teve que se adaptar durante o intervalo. “Dito por vocês e avaliação interna todas as vezes que a gente enfrentou essa equipe do Vasco, a gente sabia que eles viriam num tom a mais, mais agressivo. Eles acham que ganham assim do Fluminense. A gente teve que ter um equilíbrio, jogar forte, jogar igual, agressivo. A gente entendeu no intervalo que o jogo não é esse”, afirmou o treinador, agradecendo o empenho do elenco e o apoio da torcida no Maracanã.

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