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Abel questiona limite de partidas no Brasileirão após polêmica e dispara: “Vocês acham justo?”

Abel Ferreira - X.com/ Palmeiras
Foto: Abel Ferreira - X.com/ Palmeiras
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O técnico Abel Ferreira declarou, em 10 de setembro de 2026, durante entrevista concedida após a vitória do Palmeiras sobre a LDU pela Libertadores, que errou na escolha das palavras ao pedir que os torcedores desfrutassem da fase vitoriosa vivida pela agremiação.

O comandante reprovou a diretriz que impede futebolistas de atuarem por outra agremiação do território nacional após alcançarem a marca de 12 compromissos disputados no Campeonato Brasileiro. A barreira ficava restrita a seis apresentações até a última temporada.

O treinador palmeirense argumentou que essa limitação pressiona os times do país a negociarem contratações no exterior, movimento que gerou uma expansão drástica de atletas estrangeiros em atividade nos gramados locais. O total permitido cresceu. Cada agremiação podia relacionar até cinco desportistas nascidos fora do país em 2023, cota que passou para nove nomes permitidos atualmente.

– Eu gostava muito de buscar jogadores no futebol brasileiro, há dias vi o Silas a falar, é uma coisa boa pra vocês falarem, quando cheguei aqui, eram cinco estrangeiros, dois ou três anos passaram pra sete, eu mandei Merentiel embora porque eram sete e três dias depois decidiram que ia pra nove, de quem é a responsabilidade? – questionou Abel Ferreira.

– Queremos contribuir para o futebol brasileiro, tem jovens aqui diferenciados, mas fizeram mais de 10 jogos e não posso ir buscar, então querem que vá buscar quem, os jogadores que não jogam, reservas, temos que buscar fora, vocês acham justo, como que eu impeço os clubes do futebol brasileiro de contratar? – indagou o português. O comandante do Palmeiras sustentou o posicionamento após a equipe paulista bater a LDU em confronto válido pela Libertadores.

Substituição de Allan força busca de atletas no exterior

O técnico associou a barreira imposta sobre os atletas em solo nacional ao crescimento da presença estrangeira, processo que restringe as brechas para a revelação de promessas nos gramados do Brasil.

– Nós somos impedidos, não entendo essa regra e não me interpretem mal, a maioria me interpreta mal, eu quero ir buscar, podia ir buscar, buscar quem, os reservas, custa-me a entender isso – disse o técnico. – Depois queremos potenciar o futebol brasileiro, a Seleção, e qual a equipe brasileira que mais trabalha pra valorização de jogadores pra a Seleção, sendo que não deixo de ser quem sou por não ter gostado do que vi na entrevista do último jogo – completou.

– Pepa ficou todo chateado porque a liga portuguesa proibiu de jogar no estádio porque a grama estava ruim, me chamam de chato, eu chamo de reflexões, gostaria muito de contratar jogadores e não posso, gostaria de ter brasileiros e não posso – declarou o treinador palmeirense ao citar o compatriota. – Às vezes olhamos só para nosso quintal e quando o treinador do Palmeiras fala que é pra construir, dizem que são críticas, mas minha intenção é valorizar o melhor que vocês têm – reiterou Abel. – Se quiserem ouvir tudo bem, é só a minha opinião que tenho para manifestar – finalizou.

O pronunciamento de Abel ocorreu após questionamento sobre contratações motivado pela transferência do atacante Allan para o Manchester City, oportunidade em que o técnico cravou ser inviável obter um substituto do mesmo nível dentro das categorias do Palmeiras sem recorrer ao mercado.

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