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DreamWorks lança animação A Ilha Esquecida com lendas filipinas

A Ilha Esquecida - reprodução
Foto: A Ilha Esquecida - reprodução
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O estúdio DreamWorks lançou a produção animada A Ilha Esquecida, ambientada nas Filipinas e conduzida pelos cineastas Joel Crawford e Januel Mercado. O projeto expande o portfólio da produtora após o desempenho de Gato de Botas 2: O Último Pedido e Os Caras Malvados.

Conflito central e jornada das protagonistas

Na narrativa, as estudantes Jo e Raissa encaram o término do ciclo escolar antes do ingresso na faculdade. Enquanto Raissa planeja os estudos futuros, Jo enfrenta o luto recente pela morte de sua avó Lola e se perde em dúvidas pessoais. As jovens buscam a mítica Ilha de Nakali, local que habitava as antigas narrativas orais da idosa.

As amigas despertam na Ilha de Nakali sem qualquer registro mental da travessia e precisam recuperar um amuleto mágico desaparecido para compreender o perigo local.

Elenco de vozes e estética visual inspirada em animes

A cantora H.E.R. empresta a voz para a protagonista Jo, enquanto a atriz Liza Soberano interpreta Raissa. Os diretores Joel Crawford e Januel Mercado estruturaram a estética da cidade de origem das adolescentes com traços que remetem diretamente aos animes japoneses.

A expressividade visual cresce. Os desenhistas aplicaram paletas de tons vibrantes, composições dinâmicas e escalas agigantadas que transformam até animais comuns em estruturas monumentais na Ilha de Nakali. O modelo estilizado reforça o tom caótico pretendido pelos realizadores da DreamWorks para o ambiente fabular.

Criaturas mágicas e personagens secundários de Nakali

O roteiro reúne figuras mágicas singulares que acompanham Jo e Raissa durante a travessia pelo território insular:

  • Bungi, bebê demônio dublado pelo ator Manny Jacinto.
  • Raw, criatura transmorfa interpretada por Dave Franco que alterna entre forma canina e humana.
  • Príncipe Sereio, personagem caracterizado por traços exagerados de vaidade física.
  • Batiba, habitante misteriosa que conta com a interpretação vocal de Jenny Slate.

Pequenos combatentes em formato de cogumelo recusam rótulos delicados, enquanto árvores gigantescas exibem comportamento pacífico diante das forasteiras. Essa organização ecológica estabelece normas próprias de convivência mágica que justificam a presença de cada espécie em Nakali.

Inspiração mitológica filipina constrói a antagonista

A criatura Manananggal funciona como a ameaça central do enredo e tem sua origem fundamentada no folclore tradicional das Filipinas. Capaz de separar a parte superior do próprio tronco durante os ataques, a criatura impõe perigo constante sobre as personagens centrais da animação. O visual sombrio desenhado pelos artistas da DreamWorks estabelece momentos de tensão efetiva ao longo da narrativa.

Ritmo acelerado e sonoridade inspirada nos anos 90

Embora determinadas sequências acumulem excesso de informações gráficas simultâneas na apresentação de novos pontos da Ilha de Nakali, a obra mantém coesão em sua proposta de exagero cênico.

A narrativa ancora sua base reflexiva nas memórias construídas entre Jo e sua avó Lola, demonstrando que as lembranças pessoais e o vínculo afetivo com os antepassados continuam determinantes na formação da identidade individual de cada pessoa que enfrenta a transição para a vida adulta. A produção da DreamWorks utiliza ainda uma seleção de canções inspirada nos anos 90 para conduzir as reviravoltas finais dos coadjuvantes.

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