Fraude altera QR Code do Pix em compras virtuais, diz Procon-SP

Pix Celular - Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pix Celular - Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Procon-SP identificou em 17 de setembro de 2026 uma nova modalidade de golpe no comércio eletrônico brasileiro que adultera o código de pagamento instantâneo em lojas virtuais. A fraude altera o QR Code do Pix exibido na tela final de compra e direciona o dinheiro para contas de terceiros.

O desvio financeiro atinge tanto o pagamento feito por leitura visual de câmera quanto a função Pix Copia e Cola.

Mecanismo de desvio em compras digitais

Segundo o Procon-SP, os criminosos conseguem adulterar o código exibido na página de pagamento ou clonar endereços eletrônicos de estabelecimentos autênticos para enganar o consumidor, fazendo com que a tela de cobrança mostre o valor exato da mercadoria enquanto transfere o montante financeiro para a conta de terceiros. Golpistas alteram o destinatário final. A fraude troca o destinatário da quantia sem modificar o total registrado no carrinho virtual da loja.

Pix – Julio Ricco / Shutterstock.com

Critérios para checagem na tela bancária

O aplicativo da instituição financeira exibe os dados reais do titular da conta de destino logo após a leitura do código. O comprador precisa conferir o nome empresarial, o número do CPF ou CNPJ e o banco intermediador antes de autorizar o repasse.

O Procon-SP recomenda interromper a compra se o sistema indicar pessoa física ou empresa diferente da loja escolhida.

Como acionar a devolução dos recursos

A vítima de fraude no Pix precisa registrar a contestação diretamente na instituição bancária para solicitar o Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED. O Banco Central estipula prazo de até 80 dias após o pagamento para o cliente formalizar o pedido de bloqueio. O ressarcimento não ocorre de forma automática e depende da existência de saldo na conta utilizada pelos golpistas.

O Banco Central não aplica o MED em transferências feitas por engano voluntário ou desavenças comerciais sem fraude declarada. O consumidor lesado pelo código falso deve preservar os comprovantes da transferência, o número do pedido e os registros visuais da página fraudulenta para apresentar ao banco.