Greve da Caixa pode acabar hoje: funcionários votam nova proposta de acordo

Caixa Federal - Alf Ribeiro/Shutterstock.com

Caixa Federal - Alf Ribeiro/Shutterstock.com

Os funcionários da Caixa Econômica Federal votam em assembleias eletrônicas em todo o Brasil, em 21 de setembro de 2026, a nova proposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho. A deliberação define o futuro da paralisação nacional deflagrada em 10 de setembro.

A votação segue até 18h.

Mudanças nas cobranças e regras do Saúde Caixa

O plano de assistência médica dos bancários representou o principal impasse nas negociações entre o banco e as entidades sindicais. Pelo novo texto, os titulares pagarão 3,7% da remuneração-base a partir de 2027, enquanto a mensalidade de dependentes diretos ficou estipulada em R$ 560. O teto de contribuição para o grupo familiar formado por titular e dependentes diretos foi fixado em 9%.

  • R$ 560 para dependentes diretos
  • R$ 660 para filhos entre 21 e 24 anos como dependentes indiretos
  • R$ 900 para dependentes entre 24 e 27 anos e pais remanescentes

A Caixa Econômica Federal também reduziu a cobrança por consulta em pronto atendimento de R$ 150 para R$ 120 e manteve a gratuidade total nas consultas realizadas por telemedicina. A instituição determinou a designação de ao menos um funcionário exclusivo para demandas do Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas.

Caixa Economica Federal – Foto: Roberto Resston Fo / Shutterstock.com

Ajustes no modelo de remuneração Super Caixa

A diretoria da empresa alterou os parâmetros do programa de remuneração variável para o segundo semestre deste ano, elevando a premiação inicial por habilitação de 25% para 50% e aplicando novos critérios nos painéis de desempenho.

Os projetos Figital e Genesys continuarão apenas como pilotos operacionais em 2026, sem gerar sanções funcionais antes de novas rodadas de debate previstas para 2027. O banco manteve o pagamento extraordinário de R$ 3 mil por empregado em razão de metas já batidas pelas equipes. Representantes sindicais confirmaram que o texto mantém as proteções previstas na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

Qual foi o motivo da rejeição da proposta anterior?

Mais de 90% das assembleias coordenadas pela Contraf-CUT rejeitaram a primeira oferta apresentada pela Caixa Econômica Federal no início do mês de setembro, o que culminou na deflagração do movimento paredista em unidades espalhadas por municípios como Mogi das Cruzes. O descontentamento com as primeiras regras sugeridas para o plano de assistência médica motivou o início da greve nacional em 10 de setembro.

Convenção geral da rede bancária já foi firmada

Enquanto a rede da Caixa Econômica Federal negociava cláusulas específicas, os empregados dos demais bancos privados e públicos assinaram a convenção unificada com a Federação Nacional dos Bancos.

O acordo geral do setor bancário garantiu a reposição integral da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor e um ganho real de 0,6% por dois anos, somando diretrizes para saúde mental e direito à desconexão. Em Sergipe, bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal haviam paralisado as atividades antes da apresentação da nova proposta.