Ranking revela as 10 cidades com o aluguel mais caro do Brasil

Apartamentos em Macéio - luoman/istockphoto

Apartamentos em Macéio - luoman/istockphoto

O município de São Paulo manteve a liderança entre as capitais com o valor mais elevado para locação de residências em julho de 2026, conforme apuração do Índice FipeZAP desenvolvida pela Fipe juntamente com o Grupo OLX. O levantamento imobiliário mapeia mensalmente os contratos habitacionais em diferentes regiões metropolitanas.

A taxa média mensal na capital paulista atingiu R$ 65,18 por metro quadrado durante o período analisado. As locações na cidade registraram avanço de 0,31% em julho e acumularam acréscimo de 3,97% desde janeiro. No intervalo de 12 meses, a variação positiva alcançou a marca de 5,53%.

Pinheiros registrou custo médio de R$ 99 por metro quadrado e o Itaim Bibi atingiu R$ 94 mensais, posicionando as duas localidades no topo dos valores cobrados pelo mercado habitacional paulistano.

Moema apresentou taxa de R$ 84. Jardins e Paraíso registraram a mesma quantia média de R$ 82 mensais.

Barueri assumiu o primeiro lugar de toda a listagem nacional ao apresentar custo médio de R$ 72 por metro quadrado ao mês.

Recife atingiu a média de R$ 64 mensais por metro quadrado na sequência da classificação geral. Belém marcou R$ 62 e Florianópolis anotou R$ 60 no mesmo recorte temporal.

Pina alcançou R$ 76 por metro quadrado e Parnamirim registrou R$ 68 na cidade de Recife.

Jurunas apontou taxa de R$ 73 por metro quadrado na capital paraense. Batista Campos fechou a medição local em R$ 69 mensais.

Agronômica liderou a lista em Florianópolis com R$ 66 por metro quadrado, enquanto Centro e Trindade empataram na marca de R$ 63 mensais.

Aluguel – Foto: Andrey_Popov/shutterstock.com

Municípios com as maiores médias de locação por metro quadrado

  • Barueri (SP): R$ 72 por m²
  • São Paulo (SP): R$ 65,18 por m²
  • Recife (PE): R$ 64,71 por m²
  • Belém (PA): R$ 62,65 por m²
  • Florianópolis (SC): R$ 60,84 por m²
  • Rio de Janeiro (RJ): R$ 60,80 por m²
  • Santos (SP): R$ 59,97 por m²
  • São Luís (MA): R$ 57,73 por m²
  • Maceió (AL): R$ 56,20 por m²
  • Campinas (SP): R$ 55,52 por m²

O Índice FipeZAP avançou 0,7% em julho ao desacelerar diante da taxa de 0,81% verificada em junho, embora o resultado tenha superado a variação de 0,07% do IPCA apurado pelo IBGE e o recuo de 1,16% do IGP-M calculado pela FGV no mesmo intervalo de apuração. A taxa acumulada em 12 meses atingiu 9,28%, impulsionada pelos imóveis residenciais de dois dormitórios com expansão de 10,21%.

“A valorização mais acentuada em imóveis menores é explicada pelo prêmio da compactação”, afirmou a economista Mariangela Silva, do Grupo OLX. “De modo geral, imóveis compactos localizados em áreas urbanas valorizadas e com boa infraestrutura têm um custo final mais acessível, atraindo uma demanda maior”, completou Silva. “Soma-se a isso a mudança social, com mais lares unipessoais, o que impulsiona o aumento de preços dessa tipologia ainda que a intensidade dessa dinâmica varie de acordo com o perfil e particularidades de cada cidade”, disse Mariangela Silva.

O aluguel residencial acumulou elevação de 5,97% nos primeiros sete meses de 2026, patamar que superou a oscilação de 3,44% do IPCA e o avanço de 2,08% do IGP-M na mesma medição.