A empresa de cibersegurança Kaspersky identificou uma rede de páginas fraudulentas na internet voltada a enganar consumidores brasileiros por meio de reservas forjadas dos modelos iPhone 18 e iPhone 18 Pro. O esquema utiliza sites que imitam plataformas legítimas de comércio eletrônico, apresentando preços em moeda nacional e condições atípicas de pagamento parcial para capturar informações pessoais e bancárias.
A fraude atua com páginas em português e também foi detectada em outros idiomas, como inglês e árabe. Para convencer os compradores, os criminosos afirmam não exigir o pagamento integral no momento do pedido, solicitando apenas um adiantamento financeiro e oferecendo a promessa fictícia de devolução total do dinheiro caso haja cancelamento.
Mecanismo de captura de dados pessoais e bancários
O mecanismo do golpe opera em etapas planejadas para diminuir a desconfiança do usuário antes da coleta de dados financeiros sensíveis. Em um primeiro momento, a vítima seleciona o modelo desejado e preenche um cadastro inicial com nome completo, telefone celular, endereço de e-mail, cidade de residência e número de WhatsApp. Somente após a entrega dessas informações cadastrais a página falsa avança para o ambiente de pagamento, no qual solicita os dados completos do cartão de crédito sob a justificativa de efetivar a reserva do aparelho telefônico. O pesquisador líder de segurança da Kaspersky, Fabio Marenghi, explicou a dinâmica da abordagem criminosa.
“Há anos, observamos golpistas aproveitando o lançamento de novos aparelhos para divulgar ofertas fraudulentas. A empolgação dos consumidores pode fazer com que sinais de fraude passem despercebidos, aumentando as chances de lucro dos criminosos. Por isso, recomendamos atenção ao escolher onde comprar e que as compras sejam feitas apenas em lojas oficiais e confiáveis. Preços bons demais para ser verdade e opções de cores ou modelos que não fazem parte do catálogo anunciado pela fabricante são si…”, declarou Marenghi no relatório divulgado na quarta-feira (23).
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Catálogo falso inclui cores inexistentes na linha oficial
Um dos principais indícios para reconhecer as páginas clonadas está na oferta de variações de cor que sequer foram produzidas pela Apple. Os endereços fraudulentos listam modelos nas cores laranja, roxo, café, vinho e branco, tonalidades totalmente ausentes do catálogo oficial da fabricante norte-americana para a nova geração. A linha original do iPhone 18 Pro foi anunciada exclusivamente nas versões bordô, glacial, prateado e preto. As discrepâncias visuais e a oferta de descontos incompatíveis com a média praticada no mercado brasileiro servem como alerta para que os compradores identifiquem a tentativa de golpe antes de fornecer qualquer informação financeira.
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Histórico de golpes em lançamentos anteriores da marca
O aproveitamento da alta demanda por lançamentos de smartphones repete um comportamento rastreado pela empresa de segurança em anos anteriores. A Kaspersky registrou ações criminosas semelhantes durante a chegada comercial do iPhone 14 em 2022, do iPhone 16 em 2024 e do iPhone 17 em 2025. Nesses períodos, golpistas também utilizaram falsos canais de suporte técnico e campanhas enganosas de reserva antecipada para desviar pagamentos e capturar credenciais bancárias de usuários desavisados.
Medidas de segurança recomendadas aos consumidores
Para evitar prejuízos durante o período de busca pelos novos aparelhos no mercado eletrônico, os analistas de segurança cibernética indicam condutas preventivas:
- Realizar compras apenas em lojas oficiais ou varejistas credenciados pela fabricante;
- Checar a URL da página no navegador para identificar erros ortográficos e endereços suspeitos;
- Utilizar cartões virtuais gerados temporariamente nos aplicativos bancários;
- Desconfiar de promoções com valores excessivamente abaixo da média do mercado;
- Manter ativada a autenticação em dois fatores em serviços bancários e contas digitais;
- Manter ativas soluções de segurança capazes de bloquear o acesso a links fraudulentos.
Alcance da rede e monitoramento das fraudes
Até a data de 24 de setembro de 2026, não há confirmação sobre a quantidade total de consumidores afetados no território brasileiro, nem sobre o montante financeiro eventualmente desviado pela rede de páginas falsas. A Kaspersky segue com o rastreamento dos domínios criados pelos criminosos para barrar o alcance das operações ilícitas no país.
