A Honda protocolou e obteve a concessão do registro de desenho industrial da scooter Airblade no Brasil junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia federal responsável pela regulação da propriedade intelectual. O procedimento garante à fabricante japonesa a proteção dos direitos sobre as linhas visuais do modelo no mercado nacional contra eventuais cópias da concorrência.
A formalização do documento no órgão governamental ocorreu na quarta-feira (23 de setembro de 2026), embora a medida seja tratada pela indústria como um ato protocolar de preservação jurídica que não representa a confirmação direta de produção ou início de vendas no país.
Detalhes técnicos e motores oferecidos no exterior
No mercado internacional, onde atua com forte presença em países do Sudeste Asiático como o Vietnã, a Airblade se posiciona no segmento de scooters com proposta esportiva. O modelo adota arquitetura de túnel central elevado, padrão construtivo que se diferencia das opções urbanas de entrada com piso plano, como a Honda Elite 125. A estrutura abriga opções mecânicas com tecnologia eSP+, caracterizada por motores de quatro tempos com quatro válvulas e arrefecimento líquido, divididos em configurações de 125 e 160 centímetros cúbicos de cilindrada.
Leia também: Honda apresenta nova CB500 com motor de 501 cc no mercado indiano
Ficha técnica das configurações e capacidades da scooter
- Airblade 125: motor monocilíndrico de 124,8 cm³, potência de 11,9 cv a 8.500 rpm e torque de 11,3 Nm a 6.500 rpm
- Airblade 160: motor monocilíndrico de 156,9 cm³, potência de 15,2 cv a 8.000 rpm e torque de 14,8 Nm
- Compartimento de carga: espaço volumétrico sob o assento com capacidade para 23,2 litros
- Rodas e freios: conjunto com rodas de liga leve de 14 polegadas e freio ABS dianteiro
Equipamentos e tecnologias embarcadas na moto
A lista de componentes de série da Airblade no mercado internacional conta com iluminação completa em full LED e painel de instrumentos totalmente digital em tela LCD. Para comodidade do condutor em deslocamentos urbanos, o modelo incorpora o sistema de partida com chave presencial Smart Key, porta no padrão USB-C para carregamento de aparelhos eletrônicos e o sistema Idling Stop, recurso que desliga o motor automaticamente durante paradas prolongadas e religa de forma instantânea na aceleração para conter o consumo de combustível.
Alinhamento da linha de scooters da montadora no Brasil
No catálogo atual de modelos comercializados em concessionárias brasileiras, a marca já atua no segmento de scooters com três produtos estruturados em faixas distintas de preço e utilidade. A linha começa com a Honda Elite 125, que adota piso plano e proposta urbana de baixo custo, avançando para a Honda PCX 160, líder histórica de emplacamentos urbanos no segmento, e a Honda ADV 160, voltada a percursos mistos e terrenos acidentados. Os modelos maiores da fabricante no país já compartilham a plataforma mecânica do propulsor de 160 centímetros cúbicos, mesma cilindrada de topo vista na scooter recém-protegida no órgão federal.
Situação comercial e ausência de planos anunciados
- Data da apuração do registro no INPI: 23 de setembro de 2026
- Órgão de concessão: Instituto Nacional da Propriedade Industrial, no Brasil
- Titular do registro de desenho: Honda
- Segmento do veículo: scooter esportiva sob padrão underbone com túnel central
Continue lendo: Ducati revela moto Desmo450 SM de competição por US$ 12.995
Dados cadastrais do processo no órgão de patentes
Apesar da concessão dos direitos intelectuais no país, a Honda não divulgou qualquer confirmação a respeito da importação ou fabricação local da Airblade. É praxe consolidada no setor automotivo registrar projetos estéticos internacionais no INPI apenas por precaução legal, impedindo o plágio por concorrentes industriais. Desse modo, não há até o momento previsões de cronograma, estimativa de tabela de preços ou eventuais adequações mecânicas da scooter para o mercado nacional.
