O ator Robert Pattinson declarou que considera muito difícil integrar a sua versão de Bruce Wayne ao universo compartilhado conduzido pela DC Studios. A fala ocorreu durante a divulgação do filme Primetime, em Londres, na Inglaterra, onde o artista explicou que a identidade estética estabelecida pelo diretor Matt Reeves cria um isolamento quase intransponível em relação a produções mais luminosas da franquia.
As especulações sobre uma possível união entre os projetos ganharam intensidade entre o público após a confirmação do ator David Corenswet no papel de Superman na cronologia principal. Apesar dos pedidos recorrentes por parte de fãs nas redes sociais, Pattinson frisou que a passagem prolongada pela escuridão de Gotham City molda uma figura que dificilmente funcionaria ao lado de outros integrantes da editora.
Estilo e isolamento visual de Gotham City
Durante a conversa, realizada ao lado do ator Skyler Gisondo, que integra o elenco de Primetime e interpreta o personagem Jimmy Olsen no novo universo compartilhado, Pattinson resumiu os entraves causados pela estética da produção. “Eu acho que seria meio difícil ter essa versão do Bruce fora desse universo. É um dos únicos personagens, suponho, por causa da duração das filmagens, mas também é um tipo tão específico de estilo, o tom dele entra dentro de você”, declarou o ator, em tradução livre.
O protagonista detalhou como a experiência física de atuar nas gravações realizadas nos estúdios de Watford, no Reino Unido, interfere na percepção do personagem. De acordo com o intérprete, a equipe passou meses em galpões industriais sem contato com a luz natural durante a feitura do longa-metragem lançado em 2022, gerando um estado de desconexão sensorial que ele considera indissociável da sua caracterização.
“Você fica no escuro o tempo todo. Tanto em termos de humor quanto de iluminação, eu não consigo enxergar nada durante meses. É muito engraçado, porque Gotham é Watford. É um galpão em Watford. Há algo tão desestabilizador em ficar no escuro o tempo todo. Digo, oito meses no escuro e você literalmente não tem nenhuma concepção de estar conectado a qualquer coisa no mundo”, afirmou o ator, em tradução livre.
Divisão de projetos nos estúdios da DC
A separação entre os projetos da empresa é mantida de maneira formal pelos copresidentes executivos da DC Studios, James Gunn e Peter Safran. A narrativa iniciada em The Batman faz parte da chamada The Batman Epic Crime Saga e opera sob o selo Elseworlds, denominação voltada para obras independentes que não interferem nos acontecimentos canônicos compartilhados de heróis como o Superman.
Anteriormente, James Gunn já havia se manifestado sobre as teorias de unificação das histórias ao afirmar que a inserção do herói de Pattinson na linha temporal central não é o que está acontecendo. Paralelamente aos planos de Reeves, a divisão cinematográfica prepara a introdução de uma versão diferente do vigilante mascarado no filme The Brave and the Bold, focado na relação entre Bruce Wayne e o filho Damian Wayne.
A primeira produção estrelada por Pattinson alcançou US$ 770 milhões em arrecadação de bilheteria global e reuniu um elenco de figuras tradicionais dos quadrinhos que permanecem vinculadas a essa linha narrativa paralela:
- Zoë Kravitz no papel de Mulher-Gato;
- Colin Farrell como o Pinguim;
- Paul Dano como o vilão Charada;
- John Turturro no papel de Carmine Falcone;
- Jeffrey Wright na interpretação do Comissário Gordon;
- Andy Serkis no papel de Alfred.
Desenvolvimento e próximos passos da franquia
O cronograma oficial da DC Studios mantém o desenvolvimento da sequência The Batman: Parte 2 com Robert Pattinson e Matt Reeves confirmados na liderança da equipe criativa. Ao mesmo tempo, o elenco de The Brave and the Bold segue em aberto, sem definição de qual intérprete assumirá a capa do herói para atuar diretamente ao lado de David Corenswet no universo interligado da companhia.
