Roberta Miranda critica alta de seguidores após morte de Rick Sollo

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A cantora sertaneja Roberta Miranda criticou publicamente o comportamento de usuários nas redes sociais após o perfil oficial do cantor Rick Sollo, da dupla Rick & Renner, registrar a entrada de cerca de 1 milhão de novos seguidores logo após a confirmação de sua morte em um acidente aéreo em Urubici, na serra de Santa Catarina. O artista, cujo nome de registro era Geraldo Antônio de Carvalho, tinha 59 anos e viajava em uma aeronave executiva que colidiu contra uma encosta.

Roberta Miranda, de 69 anos, endossou mensagens que condenaram o aumento repentino de interesse virtual apenas após o desfecho trágico da ocorrência. Ao comentar a situação nesta quinta-feira (24), a cantora expressou sua indignação com o movimento registrado na internet. “Pensei o mesmo… Chega a ser cruel você não valorizar em vida quem tanto fez pela música”, afirmou a compositora.

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Crescimento virtual após a tragédia mobiliza manifestação

Antes do acidente aéreo ocorrido em território catarinense, a página oficial de Rick Sollo contava com aproximadamente 900 mil seguidores, número que ultrapassou a marca de 2 milhões após a ampla cobertura sobre o sumiço do helicóptero e a subsequente confirmação dos óbitos. A cantora compartilhou um conteúdo reproduzido em imagem que questionava a atenção tardia dada ao colega de profissão: “Rick ganhou 1 milhão de seguidores porque morreu. Isso não faz sentido algum, valorizem as pessoas em vida! Todo mundo tem algo bom para falar de você, só estão esperando você morrer para postar”.

A sertaneja já havia se pronunciado publicamente logo após o anúncio da localização dos destroços na serra de Santa Catarina, lamentando a confirmação das mortes de todos os ocupantes. Na ocasião, a artista ressaltou o sentimento de perda que atingiu o meio musical: “Dia triste, né? Acordar com uma notícia dessa, onde todos nós estávamos em oração, tentando ter uma luz de esperança pra que o Rick e também todos do avião tivessem vida”.

Ocupantes da aeronave e dinâmica do voo em Santa Catarina

O helicóptero Bell 430, de matrícula PP-MGR, transportava cinco pessoas e decolou do município de Porto Belo com destino a São Joaquim, onde o cantor sertanejo e o empresário Bruno Avelar, idealizador do projeto O Poder do Network, participariam de um almoço agendado com o prefeito local. O cantor Renner não participava da viagem por se tratar de uma agenda de compromissos pessoais de Rick Sollo. Todas as cinco pessoas a bordo faleceram no impacto na localidade de Santa Bárbara, em Urubici.

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As vítimas fatais do acidente aéreo foram:

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  • Rick Sollo (Geraldo Antônio de Carvalho), cantor e compositor sertanejo de 59 anos
  • Bruno Avelar, empresário e mentor
  • Paulo Soares (Paulo Ricardo dos Santos Soares), videomaker
  • Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, piloto da aeronave
  • Leopoldo Barros Teixeira, copiloto da aeronave

Cronologia das buscas e liberação dos corpos

  • Segunda-feira, 21 de setembro de 2026, às 13h00 — Helicóptero Bell 430 decola de Porto Belo em direção a São Joaquim e desaparece dos radares na serra catarinense
  • Terça-feira, 22 de setembro de 2026, às 12h00 — Destroços do helicóptero são localizados pelo Corpo de Bombeiros na região de Santa Bárbara, em Urubici, e mortes são confirmadas
  • Quarta-feira, 23 de setembro de 2026, na madrugada — Corpos das cinco vítimas são liberados pelo Instituto Médico Legal em Florianópolis após identificação pericial
  • Quinta-feira, 24 de setembro de 2026, pela manhã — Velório do cantor Rick Sollo ocorre de maneira reservada a familiares e amigos próximos na cidade de Sorocaba

Investigação sobre os fatores da colisão

As causas oficiais da queda do helicóptero Bell 430 ainda não foram esclarecidas e continuam sob apuração do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da Polícia Civil. Investigadores do Cenipa recolheram a caixa-preta contendo o gravador de voz da cabine da aeronave para envio e leitura técnica em Brasília, procedimento destinado a mapear a dinâmica dos momentos anteriores ao choque na serra catarinense.