Ancelotti na Seleção Brasileira: números do pior início de um técnico na história; veja ranking

Carlo Ancelotti - Rafael Ribeiro/CBFCarlo Ancelotti - Rafael Ribeiro/CBF

Carlo Ancelotti - Rafael Ribeiro/CBF

O empate em 1 a 1 entre a Seleção Brasileira e a Austrália, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, deixou o técnico Carlo Ancelotti com a pior marca de aproveitamento de um treinador na história do time nacional após 18 partidas. Com o resultado desta sexta-feira (25), o profissional soma dez vitórias, quatro empates e quatro derrotas à frente da equipe, atingindo 63% de rendimento.

O índice registrado pelo treinador italiano iguala os números obtidos por Carlos Alberto Parreira, que também alcançou 63% de aproveitamento ao somar suas primeiras 18 partidas pela equipe nacional nas passagens registradas em 1983 e 1991, com retrospecto de nove vitórias, sete empates e duas derrotas.

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Gol no último lance salva resultado em Townsville

O confronto amistoso disputado em território australiano marcou a primeira apresentação da equipe nacional no ciclo de preparação para a Copa do Mundo de 2030, após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 diante da Noruega. O time australiano abriu o placar aos 22 minutos do segundo tempo em cobrança de falta convertida por Nestory Irankunda, interrompendo um tabu de 25 anos em que a equipe da Oceania não marcava gols contra os brasileiros.

A igualdade do placar ocorreu aos 50 minutos da etapa final, quando o atacante Rayan cabeceou para o gol no último lance do duelo. Antes da abertura do placar, o Brasil teve um gol anotado por Estêvão que acabou anulado pela arbitragem de vídeo no encerramento do primeiro tempo, após a constatação de uma infração cometida pelo meio-campista Bruno Guimarães no início do lance ofensivo.

Treinador pede paciência na reformulação da equipe

Em entrevista concedida após a partida, o comandante técnico rebateu a ideia de que o resultado representou uma derrota e apontou a necessidade de observar novos nomes no grupo principal. Carlo Ancelotti afirmou que o campo dificultou a atuação e ressaltou que o placar final foi consequência direta da insistência dos atletas após sofrerem o gol australiano.

“Tanto não é um sabor de derrota porque foi um empate, acho que a equipe podia ganhar, tivemos oportunidades. Era difícil jogar neste campo, é verdade que depois que levamos o gol a equipe reagiu. Foi um empate merecido no final, temos que ser pacientes porque são testes que temos que fazer, dar oportunidades aos jogadores que jogam menos e seguir em frente porque era um teste e o próximo vai ser outro teste”, declarou o treinador.

Ancelotti também explicou o direcionamento da comissão técnica para as próximas etapas de trabalho da equipe. “Não é um início de um ciclo, é a continuação de um que começou ano passado e agora a prioridade é dar minutos aos jogadores que jogam menos e que têm potencial, como Endrick, Estêvão e vamos seguir nesta linha. O torcedor tem que ser paciente”, afirmou.

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Desempenho histórico dos treinadores em 18 partidas

O levantamento histórico do rendimento dos técnicos do Brasil em seus 18 primeiros compromissos coloca Vanderlei Luxemburgo na liderança isolada do ranking, tendo alcançado 87% de aproveitamento por meio de 15 vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Zagallo e Vicente Feola dividem a segunda colocação com aproveitamento idêntico de 85,2%, ambos com 14 vitórias e quatro empates, seguidos por Tite e Aymoré Moreira, que atingiram 83,3% dos pontos disputados.

  • Vanderlei Luxemburgo: 87% (15 vitórias, 2 empates e 1 derrota)
  • Zagallo: 85,2% (14 vitórias e 4 empates)
  • Vicente Feola: 85,2% (14 vitórias e 4 empates)
  • Tite: 83,3% (14 vitórias, 3 empates e 1 derrota)
  • Aymoré Moreira: 83,3% (15 vitórias e 3 derrotas)
  • Telê Santana: 77,8% (13 vitórias, 3 empates e 2 derrotas)
  • Dunga: 74,1% (12 vitórias, 4 empates e 2 derrotas)
  • Flávio Costa: 70,4% (12 vitórias, 2 empates e 4 derrotas)
  • Carlos Alberto Silva: 70,4% (11 vitórias, 5 empates e 2 derrotas)
  • Sebastião Lazaroni: 68,5% (11 vitórias, 4 empates e 3 derrotas)
  • Osvaldo Brandão: 68,5% (11 vitórias, 4 empates e 3 derrotas)
  • Luiz Felipe Scolari: 68,5% (12 vitórias, 1 empate e 5 derrotas)
  • Cláudio Coutinho: 64,8% (9 vitórias, 8 empates e 1 derrota)
  • Mano Menezes: 64,8% (10 vitórias, 5 empates e 3 derrotas)
  • Carlo Ancelotti: 63% (10 vitórias, 4 empates e 4 derrotas)
  • Carlos Alberto Parreira: 63% (9 vitórias, 7 empates e 2 derrotas)

Sequência de amistosos da Seleção Brasileira

A equipe nacional segue em território australiano para a sequência do calendário internacional de confrontos preparatórios. O próximo compromisso está marcado para terça-feira, 29 de setembro de 2026, às 7h pelo horário de Brasília, novamente contra a Austrália, desta vez no Suncorp Stadium, na cidade de Brisbane.

Na sequência da temporada, o grupo brasileiro viaja para enfrentar a Índia no dia 3 de outubro de 2026, às 11h, em partida amistosa realizada em Calcutá. A programação confirmada pela CBF inclui ainda um duelo diante do Japão em 14 de novembro de 2026, marcado para as 7h15.