Caoa Changan lança CS55 PHEV com 76 km elétricos e desafia BYD Song Pro

Caoa Changan CS55 PHEV - DivulgaçãoCaoa Changan CS55 PHEV - Divulgação

Caoa Changan CS55 PHEV - Divulgação

O utilitário esportivo médio Caoa Changan CS55 PHEV registrou 76 quilômetros de autonomia em modo totalmente elétrico nos dados oficiais de homologação do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. A configuração híbrida plug-in chegou ao mercado nacional para disputar espaço direto com outros cinco modelos médios eletrificados de origem chinesa.

O número obtido posiciona o veículo na segunda colocação entre os concorrentes diretos avaliados pelo padrão brasileiro, empatado com o Omoda Jaecoo 7 e atrás apenas do Leapmotor C10 REEV, que atingiu 110 quilômetros. “Esse resultado ganha ainda mais relevância quando lembramos que a CAOA Changan é uma marca recém-lançada no Brasil”, afirmou Jan Telecki, diretor de Marketing da CAOA Changan.

O levantamento comparou a capacidade de rodagem exclusivamente por eletricidade dos principais utilitários médios que utilizam conjuntos recarregáveis na tomada ou com extensor de alcance. Na listagem, o CS55 superou o BYD Song Pro DM-i GS Flex por quatro quilômetros e manteve vantagem sobre as opções da Jetour e da Geely.

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Desempenho no comparativo de autonomia pelo padrão oficial

Os índices de alcance homologados para cada modelo no mercado brasileiro apresentam a seguinte ordem de rendimento:

  • Leapmotor C10 REEV: 110 km
  • Caoa Changan CS55 PHEV: 76 km
  • Omoda Jaecoo 7 SHS Luxury: 76 km
  • BYD Song Pro DM-i GS Flex: 72 km
  • Jetour S06 Premium: 70 km
  • Geely EX5 EM-i Max: 65 km

Conjunto mecânico híbrido flex e capacidade total de rodagem

O sistema híbrido plug-in do CS55 reúne um motor 1.5 turbo flex a combustão a uma unidade elétrica, gerando potência combinada de 286 cv e torque de 47 kgfm. Segundo os dados de homologação, o trem de força permite um consumo energético equivalente de 42,2 km/l em ciclo estritamente urbano, além de viabilizar uma autonomia combinada de até 1.200 quilômetros com o tanque abastecido e a bateria carregada na totalidade.

A tecnologia voltada ao uso de etanol reflete o movimento recente de adaptação dos utilitários esportivos importados às preferências e à infraestrutura do combustível vegetal no país, frente que também vem sendo explorada pela linha Song Pro da BYD.

Estrutura de preços e divisão fabril entre Goiás e China

A linha do utilitário esportivo médio foi oficializada em três configurações comerciais distintas, com valores que variam de R$ 144.990 para a versão de entrada Prime até R$ 189.990 na configuração PHEV. Enquanto as versões convencionais a combustão contam com produção nacional na fábrica da montadora em Anápolis, em Goiás, a variante eletrificada com recarga externa chega inicialmente ao país importada diretamente da China durante a fase de lançamento.

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O movimento de mercado ocorre em um período de transição tributária industrial. A alíquota do imposto de importação de veículos híbridos e elétricos no Brasil atingiu o teto progressivo de 35% em julho de 2026, fator que acelerou negociações e investimentos do setor na montagem em território nacional.

Planejamento industrial e prazos da operação

A montadora não divulgou data oficial confirmada para eventual nacionalização da montagem da variante PHEV em Goiás, mantendo o modelo eletrificado sob o regime de importação. As condições especiais de tabela com preços de lançamento para a linha CS55 seguem ativas até 30 de setembro de 2026.