Golpes bancários: site falso, WhatsApp e redes sociais lideram queixas

Alerta, golpe, fraude - MMD Creative/shutterstock.comAlerta, golpe, fraude - MMD Creative/shutterstock.com

Alerta, golpe, fraude - MMD Creative/shutterstock.com

As contestações de operações bancárias fraudulentas no Santander foram lideradas por armadilhas criadas por meio de sites falsos, aplicativos de mensagens e redes sociais no primeiro semestre de 2026. O levantamento da instituição financeira mapeou as cinco principais modalidades de engano reportadas por correntistas em todo o território nacional, apontando a engenharia social como a raiz da maior parte dos prejuízos registrados no período.

Logo atrás dos três primeiros canais de ataque, os expedientes de falso investimento e de falsa central telefônica ou de atendimento completam o grupo das ocorrências mais frequentes. Segundo Leandro Granja, Chief Information Security Officer (CISO) do Santander, as táticas de indução exigem barreiras ativas antes da conclusão da transferência: “Por isso, o Santander passou a atuar também no momento exato da decisão do cliente, com alertas preventivos durante transações sensíveis e mecanismos adicionais de confirmação de compras e pagamentos. É uma forma de tirar o cliente dessa hipnose e não cair no golpe”.

golpe – Foto: napong rattanaraktiya/iStock.com

Ranking das cinco modalidades mais contestadas no semestre

Os registros reunidos pelo banco detalham os formatos mais comuns acionados por criminosos para enganar usuários:

  • Site falso: páginas clonadas que copiam o desenho visual de instituições financeiras, lojas do varejo e serviços digitais para capturar credenciais sigilosas e dados de cartões.
  • Golpe do WhatsApp: criminosos usam fotos de familiares ou conhecidos, alegam mudança de linha telefônica e inventam emergências financeiras para solicitar transferências via Pix.
  • Redes sociais: perfis invadidos ou criados do zero para anunciar produtos com preços irreais, falsas propostas de emprego e sorteios condicionadas ao pagamento de fretes.
  • Falso investimento: abordagens diretas que prometem retornos financeiros elevados em aplicações inexistentes, atribuídas falsamente a analistas e instituições de mercado.
  • Falsa central: contatos fraudulentos que simulam o suporte bancário, alegando compras indevidas para convencer a vítima a efetuar transferências de cancelamento ou fornecer códigos.

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Sofisticação da falsa central e novas rotas de contato

O golpe da falsa central telefônica passou por alterações operacionais recentes para contornar a desconfiança dos usuários em ligações tradicionais. De acordo com a apuração de segurança do banco, os fraudadores migraram abordagens para o WhatsApp simulando etapas técnicas como prova de vida, desbloqueio ou validação de ID e procedimentos de rotina de segurança da conta.

A respeito da transformação desse formato, o executivo Leandro Granja destacou o refinamento das abordagens criminosas ao notar que “esse tipo de golpe evoluiu significativamente em sofisticação, combinando técnicas de persuasão com uso de dados e simulação de atendimento legítimo”. Para se resguardar, os correntistas precisam ter ciência de que os funcionários das agências e dos canais oficiais não pedem senhas, transferências de cancelamento nem fotos de dispositivos de validação.

Mecanismos analíticos e confirmação em tempo real

Para mitigar a ação de golpistas que operam sob manipulação psicológica, o Santander opera modelos estatísticos e analíticos voltados a fraudes implementados no início dos anos 2000, somando quase 30 anos de investimento em dados preventivos. O sistema monitora transações e contas durante 24 horas por dia, combinando aprendizado de máquina, biometria comportamental e checagem de parâmetros de navegação.

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Quando uma operação foge ao padrão ou envolve contas suspeitas de destino, o sistema trava o fluxo e aciona travas extras no momento da transação sensível, solicitando biometria facial, aprovação pelo aplicativo corporativo ou confirmação via SMS e WhatsApp. Granja reforçou a diretriz adotada na infraestrutura de defesa ao pontuar que “o foco não é apenas bloquear golpes, mas proteger o cliente de forma mais ampla”.

Orientações práticas de segurança para correntistas

A prevenção contra os golpes listados no topo das queixas exige atenção do correntista à procedência de mensagens e URLs. Em compras virtuais, a checagem do endereço no navegador e a presença do certificado digital são passos indispensáveis antes de qualquer digitação de senhas ou códigos. Ofertas divulgadas em redes com descontos fora do padrão devem ser pesquisadas diretamente nos portais e aplicativos oficiais dos estabelecimentos.

Em conversas de mensagens que envolvem parentes com números novos, a conduta segura consiste em fazer uma chamada telefônica comum de voz para a linha antiga para confirmar a identidade antes de efetuar transferências. No segmento de investimentos, promessas de ganhos expressivos e atípicos exigem verificação do registro da instituição ofertante junto aos canais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Abrangência do estudo e dados mantidos sob sigilo

Os números apresentados baseiam-se exclusivamente nos registros da base própria de clientes do Santander colhidos no primeiro semestre de 2026, não representando uma consolidação do sistema financeiro nacional. As estatísticas corporativas foram divulgadas para a imprensa em 15 de setembro de 2026, com orientações detalhadas de proteção lançadas na quarta-feira (23).

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A instituição não divulgou a quantidade numérica absoluta de contestações registradas nem o volume financeiro total contestado para cada uma das cinco modalidades identificadas.