Lua cheia atinge ápice neste sábado e exige ajustes no celular

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Lua Cheia - Foto: voraorn/istock

Câmeras de celulares exigem ajustes manuais de exposição e o desligamento do modo automático para conseguir fotos nítidas da superfície lunar durante o ápice da fase cheia, previsto para este sábado (26). O fenômeno atinge o ponto máximo no Brasil no início da tarde, mas o período mais favorável para a visualização a olho nu e a captura de imagens começa no início da noite, assim que o astro surge no horizonte leste.

“Fotografar a lua é um bom exemplo de como vários elementos da câmera precisam funcionar juntos. Alcance ajuda a enquadrar, mas estabilidade e controle da luz são fundamentais para preservar detalhes. Não existe um único recurso responsável pela imagem final”, afirmou André Varga, diretor de Produto da fabricante de smartphones JOVI no Brasil.

Como configurar a câmera do aparelho para registrar o satélite?

Foto: Lua Cheia – Foto: Merrillie Redden/Shutterstockcom

O aplicativo de fotos padrão da maioria dos telefones tenta compensar a escuridão do céu noturno clareando a imagem inteira de forma automática. Ao tentar iluminar o fundo escuro, o sistema envia claridade excessiva para a Lua, o que faz com que a superfície do astro apareça como um círculo totalmente branco e sem textura. A solução técnica consiste em tocar no ponto da tela onde a Lua está posicionada para travar o foco e arrastar o controle deslizante de exposição para baixo, reduzindo a entrada de luz até que as manchas e relevos fiquem visíveis.

Outro detalhe operacional frequente envolve o uso do zoom. O zoom óptico ou a lente teleobjetiva aproxima o enquadramento por meio de elementos de vidro da câmera e preserva a definição original da imagem. O zoom digital apenas recorta e estica os pixels existentes, o que gera granulação e perda acentuada de nitidez. Para manter a qualidade, a orientação é utilizar apenas a aproximação óptica suportada pelo conjunto de lentes do telefone antes de aplicar qualquer corte posterior.

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O acionamento do flash deve ser desligado obrigatoriamente durante as tentativas de captura. A luz emitida pelo LED do celular atinge apenas poucos metros de distância, tornando o recurso inútil para iluminar corpos celestes e criando reflexos prejudiciais em janelas ou objetos próximos. Para completar a composição, elementos do cenário terrestre, como copas de árvores ou prédios, podem servir de referência de escala e preenchimento visual.

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Apoio e temporizador reduzem a trepidação da lente

Manter o aparelho imóvel é etapa indispensável para obter uma imagem limpa, especialmente quando o sensor precisa trabalhar com pouca iluminação ambiente e velocidade de obturador calculada para a noite. Qualquer oscilação mínima provocada pelo toque das mãos no instante do disparo costuma borrar o registro.

A recomendação de operadores e fabricantes é instalar o telefone em um tripé ou apoiá-lo sobre uma superfície fixa e plana. Em seguida, o usuário deve programar o temporizador de disparo do aplicativo de câmera para um intervalo entre 2 e 3 segundos. Esse intervalo permite que o aparelho se estabilize completamente após o toque físico na tela, garantindo que o sensor capture a cena sem o efeito da vibração dos dedos.

Equinócio de primavera e distância orbital marcam o evento

A fase cheia deste período do ano recebe a designação astronômica de Lua da Colheita por coincidir com a proximidade do equinócio de primavera no Hemisfério Sul, ocorrido em 22 de setembro de 2026. Na véspera do ápice, em 25 de setembro de 2026, o satélite natural já cruzava o céu com 97% de sua face iluminada, na transição final da fase crescente gibosa.

Apesar da alta luminosidade, o evento de setembro de 2026 não é classificado como superlua, classificação reservada para quando a fase cheia ocorre simultaneamente com a maior aproximação física da Terra. A distância do astro em relação ao planeta fica em torno de 379 mil km durante este fim de semana, uma vez que o perigeu mensal mais próximo ocorreu anteriormente, no dia 6 de setembro de 2026. No mercado nacional, a JOVI atua como a marca comercial da fabricante chinesa Vivo Mobile Communication, que produz dispositivos com fábrica instalada na Zona Franca de Manaus.

Horários e dados técnicos da observação

  • Horário do ápice astronômico: entre 13h49 e 13h50 (horário de Brasília) no sábado (26)
  • Horário previsto para o nascer da Lua em São Paulo: 18h11 no sábado (26)
  • Distância estimada da Terra durante o evento: 379 mil km
  • Tempo recomendado no temporizador da câmera: de 2 a 3 segundos
  • Início da próxima fase de Quarto Minguante: sábado, 3 de outubro de 2026, às 10h26 (horário de Brasília)

A observação final do satélite ao longo do fim de semana dependerá da cobertura de nuvens e do nível de poluição luminosa nas cidades, fatores meteorológicos que continuam sob monitoramento dos observadores locais até a transição para a próxima fase lunar, marcada para a manhã de 3 de outubro de 2026.