Quatro empresas disputam patrocínio master do Flamengo
O Flamengo abriu conversas com quatro empresas e recebeu uma proposta oficial para a cota master do uniforme, diante da possibilidade de encerramento do contrato com a Betano. A movimentação no mercado comercial ocorre no momento em que a atual patrocinadora avisou a diretoria, de maneira informal, sobre o risco de rescisão caso o Governo Federal proíba a atuação e a publicidade de casas de apostas no Brasil.
A oferta formal apresentada à direção rubro-negra prevê valores inferiores aos do acordo em vigor. Segundo manifestação do clube, a ruptura provocaria impactos severos no planejamento financeiro: “Não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório”, afirmou o Clube de Regatas do Flamengo em nota oficial divulgada às 15h42 desta sexta-feira (25).
Leia também: CBF fixa teto de cinco estrangeiros e amplia cota de base nos clubes
Perda com saída de apostas pode atingir 20% das receitas
Uma eventual saída da Betano resultaria em uma retração expressiva nas finanças da agremiação do Rio de Janeiro. A avaliação interna aponta para o risco de desequilíbrio momentâneo nas contas caso o espaço principal da camisa fique desocupado ou seja repassado por cifras menores.
O jornalista Rodrigo Mattos destacou o tamanho do desfalque nos bastidores da Gávea: “Caso o atual acordo com a casa de apostas seja desfeito, a ruptura representaria uma queda de 20% no orçamento do Rubro-Negro Carioca”.
Continue lendo: Veja datas e horários dos jogos das semifinais da Libertadores
Para atenuar o prejuízo em caso de veto definitivo, o clube mantém diálogo com companhias de outros segmentos da economia. Internamente, a marca Lubrax, que já ocupa a região superior das costas do uniforme, desponta como uma das candidatas prioritárias para assumir a cota principal se houver vacância.
Detalhes do contrato atual e propostas na mesa
A parceria com a Betano começou em agosto de 2025, quando a empresa assumiu o espaço antes ocupado pela Pixbet, e vigora com as seguintes características apuradas:
- Prazo total de vigência: 40 meses, com validade prevista originalmente até 31 de dezembro de 2028;
- Volume financeiro anual: registrado entre R$ 268 milhões fixos e R$ 268,5 milhões incluindo variáveis contratuais;
- Interessadas no espaço: 4 empresas abriram negociação preliminar com o clube carioca;
- Propostas formalizadas: 1 proposta oficial entregue à diretoria, com remuneração abaixo da patrocinadora atual;
- Impacto orçamentário previsto: diminuição calculada em 20% nas receitas anuais em caso de rompimento.
Mobilização contra a proibição das apostas esportivas
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, passou a liderar uma frente de dirigentes de equipes das Séries A e B para pressionar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A intenção da bancada esportiva é barrar a edição de uma medida que inviabilize o funcionamento do setor no país.
Em nota oficial, o Flamengo declarou que o fim do mercado legalizado não elimina a atividade e traz danos à arrecadação. O texto sustenta: “O jogo não vai acabar com uma canetada. O que acaba é a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar”.
Saiba mais: Premiação da Libertadores e Sul-Americana: Conmebol revela valores dos semifinalistas
Definições pendentes no cenário regulatório
A identidade das quatro empresas que procuraram a diretoria e o nome da instituição que enviou a proposta oficial com valores menores não foram revelados. Também não há definição formal sobre a publicação e o teor definitivo do texto do Governo Federal referente ao veto das plataformas de apostas esportivas no território nacional.

