BYD Dolphin Mini elimina painel tradicional e adota tela única

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BYD Dolphin Mini - Foto: Divulgação

O BYD Dolphin Mini terá o interior totalmente redesenhado na segunda geração, que elimina o tradicional quadro de instrumentos localizado atrás do volante e transfere todas as informações de condução para o visor central flutuante. A fabricante chinesa divulgou as primeiras ilustrações técnicas oficiais do habitáculo na quinta-feira (24), confirmando a adoção de um painel minimalista com console central de dois andares e seletor de marchas reposicionado na coluna de direção.

A reorganização interna segue a arquitetura de veículos elétricos que agrupam velocímetro, nível de carga da bateria, autonomia restante e alertas de segurança diretamente na tela multimídia. Ao apresentar o conceito estético dos novos esboços em Shenzhen, na China, o gerente-geral da divisão de vendas da linha Ocean da BYD, Zhang Zhuo, afirmou, em tradução livre: “Preservando o design clássico enquanto abraçamos uma nova expressão, as linhas foram remodeladas e a superfície foi renovada. Segunda geração do Seagull. Mais surpresas estão chegando em breve”.

BYD Dolphin Mini adota cabine limpa e novo console

Foto: BYD Dolphin Mini – Divulgação/Byd

Os esboços industriais revelam que a área situada imediatamente à frente do motorista ficará totalmente desobstruída, sem a pequena tela digital que equipa o modelo original. O novo volante tem desenho com base achatada e dois raios, integrando a haste de seleção de marcha à direita da coluna de direção, solução adotada para liberar a área entre os bancos dianteiros. Com a transferência do comando de transmissão para a coluna, o console central foi reconfigurado em formato de ponte elevada, criando dois andares para armazenamento de objetos.

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No pavimento superior do túnel central, o veículo traz uma base de recarga sem fio para smartphones por indução e dois suportes para copos, posicionados logo à frente de uma fileira com botões físicos essenciais instalada sob as saídas de ventilação do ar-condicionado. Sob essa estrutura suspensa, surge um vão livre aberto projetado para apoiar itens maiores, como bolsas e calçados. O monitor do sistema multimídia permanece em posição elevada no centro do painel frontal, porém perdeu o mecanismo motorizado de rotação que alternava as orientações horizontal e vertical, passando a operar com montagem fixa no painel.

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Medidas do BYD Dolphin Mini no registro de homologação

Documentos arquivados junto ao Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, o MIIT, mostram que as modificações de cabine decorrem de uma reestruturação profunda da plataforma mecânica do automóvel. A carroceria cresceu de forma expressiva para elevar o padrão de acomodação interna, registrando ganhos nas medições de entre-eixos, largura e balanço traseiro. A alteração dimensional permitiu que o modelo recebesse certificação governamental para transportar cinco ocupantes, superando a homologação de quatro assentos que caracterizava a primeira linhagem comercial do hatch compacto.

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  • Comprimento total: 4.205 mm (acréscimo de 425 mm em relação aos 3.780 mm do modelo anterior)
  • Distância entre-eixos: 2.650 mm (expansão de 150 mm sobre os 2.500 mm da primeira geração)
  • Largura da carroceria: 1.810 mm (ampliação de 95 mm ante os 1.715 mm originais)
  • Altura total: 1.570 mm
  • Capacidade de ocupantes homologada: 5 passageiros
  • Velocidade máxima regulamentada: 150 km/h
  • Potência do motor elétrico síncrono: 95 kW (equivalente a 127 cv ou 129 cv nas diferentes medições de catálogo)
  • Capacidades de bateria LFP Blade da FinDreams: 30 kWh e 39,2 kWh
  • Autonomia estimada no padrão chinês CLTC: 320 km com acumulador menor e 420 km com acumulador maior

Motor de 95 kW eleva desempenho do BYD Dolphin Mini

A ficha técnica validada pelos órgãos chineses atesta uma evolução relevante de força para acompanhar o ganho de massa estrutural do automóvel. O motor elétrico dianteiro substitui o conjunto de 55 kW, equivalente a 75 cavalos de potência, por uma unidade motriz síncrona de 95 kW, cuja conversão rende 127 cavalos métricos ou 129 cavalos pelo padrão adotado por publicações especializadas brasileiras. O acréscimo de potência permitiu que o limite de velocidade máxima do modelo subisse de 130 km/h para 150 km/h, conforme dados expedidos pela pasta chinesa.

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O fornecimento de energia permanece sob responsabilidade da fabricante de acumuladores FinDreams, divisão do próprio grupo industrial asiático que utiliza células de fosfato de ferro-lítio na configuração Blade. O comprador terá à disposição dois pacotes de energia química, iniciando com módulo de 30 kWh para uso eminentemente urbano e versão de topo com 39,2 kWh, proporcionando alcances rodoviários respectivos de 320 km e 420 km sob o ciclo de testes CLTC. A montadora também planeja integrar nas versões superiores do hatch radares perimétricos e um sensor do tipo LiDAR instalado sobre o teto, conectando os atuadores ao sistema operacional DiPilot 300, também chamado de God’s Eye B, para automação veicular em vias expressas.

Posicionamento global e detalhes pendentes da BYD

O compacto, registrado no mercado chinês como Seagull e informalmente apelidado no país de origem como Great Seagull devido ao porte estendido, recebe nomenclaturas diferentes no comércio exterior. No Brasil e em outras praças da América Latina, o modelo adotou o nome comercial Dolphin Mini, enquanto a divisão europeia comercializa a linha sob o batismo de Dolphin Surf. A solução de transferir a leitura da velocidade para o centro do painel replica conceitos de design aplicados pela Tesla nos modelos Model 3 e Model Y, bem como pela Volvo no utilitário esportivo compacto EX30.

A BYD ainda não confirmou as dimensões diagonais exatas em polegadas nem a resolução da nova tela do painel. A empresa também não informou a data precisa de estreia comercial do veículo ampliado no Brasil e nem esclareceu se a fábrica instalada em Camaçari, no estado da Bahia, passará a produzir a segunda geração diretamente nas linhas de montagem locais.