O temporal de granizo que atingiu o Rio Grande do Sul no sábado (26) provocou estragos em diferentes municípios e afetou 9.517 moradores. Segundo o balanço consolidado divulgado pela Defesa Civil estadual neste domingo (27), a tempestade danificou 2,2 mil residências e deixou pessoas fora de casa no interior gaúcho.
As cidades de Santiago e Alegrete concentraram a maior parte dos prejuízos materiais e registraram pedras de gelo comparadas ao tamanho da palma da mão por moradores locais. Em Alegrete, as autoridades contabilizaram um morador ferido, dez desabrigados e outros 20 desalojados em território gaúcho.
Danos em Santiago mobilizam força-tarefa no Ginásio Aureliano de Figueiredo Pinto
Em Santiago, onde cinco mil pessoas foram afetadas e mil casas sofreram danos no telhado, o Ginásio Aureliano de Figueiredo Pinto virou centro de apoio e abrigo comunitário. Equipes do Corpo de Bombeiros, do Exército e da Defesa Civil entregaram mais de 18 mil metros de lona aos moradores para a cobertura provisória das estruturas atingidas pela tempestade severa que começou às 18h50 de sábado.
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O diretor da Defesa Civil de Santiago, Paulo Acosta, relatou o esforço dos socorristas na contenção dos problemas urbanos: “Estamos trabalhando com situação de emergência. São mais de 200 profissionais trabalhando desde ontem (sábado). Agora há pouco, pela manhã, tivermos forte rajada de vento: não subam nos telhados.” A decretação formal de situação de emergência no município ainda depende da conclusão de trâmites jurídicos.
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Alegrete e municípios vizinhos somam estragos e suspensão de aulas
No município de Alegrete, 700 residências sofreram danos e duas mil pessoas sentiram os reflexos diretos do granizo. O Instituto Federal Farroupilha (IFFar) suspendeu as aulas por tempo indeterminado após registrar danos estruturais significativos nas instalações do campus durante a passagem da tempestade. Outras localidades da região também registraram ocorrências causadas pelas pedras de gelo.
- Santiago: 5.000 pessoas atingidas e 1.000 residências danificadas.
- Alegrete: 2.000 pessoas afetadas, 700 casas avariadas, 10 desabrigados e um morador ferido.
- Capão do Cipó: 820 pessoas impactadas pelas chuvas.
- Catuípe: 800 pessoas afetadas pelos estragos do mau tempo.
- Estado do Rio Grande do Sul: 20 desalojados confirmados no levantamento geral.
Formação de baixa pressão mantém alerta meteorológico até 28 de setembro de 2026
A instabilidade climática que castigou a Fronteira Oeste e o Centro do estado teve origem no deslocamento de uma área de baixa pressão atmosférica situada entre o norte da Argentina e o Paraguai. Esse mecanismo meteorológico empurrou uma massa de ar quente e bastante úmido contra o território do Rio Grande do Sul, criando condições para temporais isolados com queda de granizo também registrados em Barra do Quaraí e Uruguaiana.
- Ventos: previsão de rajadas superiores a 90 km/h nas áreas sob aviso meteorológico.
- Chuva acumulada: volumes totais acima de 200 milímetros na Campanha e na Fronteira Oeste entre sábado e segunda-feira.
- Volume pontual: projeção superior a 170 milímetros em período de 24 horas nas regiões mais atingidas.
- Variação térmica regional: máxima de 35 graus em Horizontina e mínima de 12 graus no Chuí.
O monitoramento meteorológico da Defesa Civil estadual permanece ativo até segunda-feira (28), quando a formação de um novo sistema frontal deve reforçar as pancadas de chuva severa nas regiões das Missões, Noroeste, Norte, Centro, Oeste e Campanha. Os órgãos de socorro orientam que a população evite manutenções em telhados durante períodos de vento forte e acompanhe as atualizações das equipes municipais enquanto continuam os reparos emergenciais nas áreas atingidas.
