Onda de calor mantém alerta vermelho no Brasil com máximas de até 41 °C

Silhueta de um guindaste e um edifício ao pôr do sol, calorSilhueta de um guindaste e um edifício ao pôr do sol, calor

Silhueta de um guindaste e um edifício ao pôr do sol, calor -Balaji Srinivasan/iStock

O Instituto Nacional de Meteorologia mantém sob alerta vermelho de grande perigo áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul devido à primeira onda de calor da primavera de 2026. A advertência técnica teve início às 12h de sábado (26) e segue em vigor até as 18h de quarta-feira (30), período em que termômetros podem registrar marcas extremas de até 41 °C.

Em paralelo ao calor atípico nas regiões centrais, o Rio Grande do Sul enfrenta neste domingo (27) um quadro de instabilidade severa. O órgão meteorológico emitiu aviso de perigo para tempestades no território gaúcho, com projeção de acumulados de chuva de até 100 milímetros por dia, queda de granizo e rajadas de vento que podem alcançar 100 km/h.

Inmet monitora temperaturas de até 41 °C e critérios do alerta vermelho

O enquadramento no nível de alerta vermelho de grande perigo

exige que as temperaturas máximas fiquem pelo menos 5 °C acima da média climatológica mensal durante um intervalo mínimo de cinco dias seguidos. A disparada nos termômetros é impulsionada pelo fortalecimento de um centro de baixa pressão atmosférica localizado entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai, sistema que atua como uma bomba de calor ao canalizar ar quente para a faixa central brasileira.

As marcas mais expressivas afetam capitais do Centro-Oeste, do Sudeste e também localidades do Norte e Nordeste, onde o ar seco bloqueia a chegada de frentes frias organizadas.

  • Cuiabá (MT): previsão de temperatura máxima de 41 °C
  • Campo Grande (MS): máxima estimada em 40 °C
  • Teresina (PI): temperatura máxima prevista de 40 °C
  • Palmas (TO): máxima projetada em 39 °C
  • Manaus (AM): registros de máxima de até 38 °C
  • Belo Horizonte (MG): máxima de 36 °C com aviso em vigência

Rio Grande do Sul registra temporais severos neste domingo (27)

A mesma dinâmica atmosférica que retém a massa de ar quente no Centro-Oeste e no Sudeste estimula o contraste térmico na porção meridional da América do Sul. A partir das 11h50 deste domingo (27), as áreas de instabilidade ganharam força sobre o Rio Grande do Sul, com avanço progressivo de tempestades em direção a Santa Catarina e ao Paraná.

Acompanhe: Governo libera R$ 64,29 milhões para ações de combate aos efeitos do El Niño

O aviso meteorológico estipula índices de precipitação de 30 a 60 milímetros por hora e volumes diários de 50 a 100 milímetros em áreas isoladas do solo gaúcho. A formação das nuvens de grande desenvolvimento vertical favorece descargas elétricas frequentes, ventanias de até 100 km/h e danos potenciais a plantações e redes elétricas locais.

Condições climáticas nas demais regiões brasileiras

No Sudeste, pancadas com trovoadas atingem de maneira pontual o leste paulista, o sul de Minas Gerais e setores do Rio de Janeiro ao longo do dia, sem provocar declínio imediato nas temperaturas. O interior de Minas Gerais e o Espírito Santo mantêm tempo predominantemente firme e ensolarado.

A faixa litorânea nordestina, entre a Bahia e a Paraíba, recebe umidade vinda do oceano que favorece precipitações costeiras, enquanto o sertão permanece com umidade baixa e sol forte. Na Região Norte, as pancadas continuam concentradas no Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e oeste paraense, com trovoadas isoladas e calor constante.

Primavera com padrão El Niño e monitoramento na costa

A atual estação teve início oficial no Hemisfério Sul na terça-feira, 22 de setembro de 2026. A configuração climática sob a influência do padrão El Niño eleva a frequência de eventos extremos de temperatura e gera desequilíbrio na distribuição espacial das chuvas pelo território nacional.

Existe divergência em levantamentos meteorológicos sobre a abrangência exata da onda de calor. Análises indicam impacto direto concentrado em seis estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Outras medições adicionam áreas do sul de Goiás e do norte de Santa Catarina à rota de grande perigo, somando oito unidades da federação.

Ainda não há confirmação pelo Instituto Nacional de Meteorologia quanto à possibilidade de formação de um ciclone extratropical na costa do Rio Grande do Sul na quarta-feira (30), cenário apontado preliminarmente por modelos meteorológicos de empresas privadas. O monitoramento das condições atmosféricas segue em atualização pelos canais oficiais do instituto até o término do aviso no dia 30 de setembro de 2026.