Frente fria encerra onda de calor no Sudeste e Sul monitora ciclones

Sol, calor extremo e secaSol, calor extremo e seca

Sol, calor extremo e seca - stocker4u2024/shutterstock.com

A frente fria prevista para avançar pelo Sudeste a partir de quinta-feira, 1 de outubro de 2026, vai encerrar a onda de calor que atinge a região. A chegada do sistema provoca queda térmica acentuada e traz chuvas que devem se estender pelo primeiro fim de semana de outubro, mudando o padrão atmosférico das capitais paulista, fluminense e mineira.

Antes da mudança no tempo, o calor atinge níveis extremos até quarta-feira (30), enquanto a formação de novos ciclones extratropicais posiciona os três estados da Região Sul em alerta para tempo severo e possibilidade de tornados entre terça-feira (29) e quarta-feira (30).

Frente fria no Sudeste encerra sequência de marcas extremas

O Sudeste vivenciou um mês de setembro de características atípicas em 2026, alternando dias seguidos sem sol, chuva constante e frio intenso com uma forte elevação térmica no encerramento do período. O calor se intensifica até a virada do mês, quando capitais registram marcas elevadas antes que o sistema frontal cause instabilidade e derrube as temperaturas.

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As projeções meteorológicas indicam o pico do aquecimento para quarta-feira (30) nas principais cidades da faixa sudeste:

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  • Belo Horizonte: máxima prevista de 39°C
  • Rio de Janeiro: máxima prevista de 39°C
  • São Paulo: máxima prevista de 35°C

O ciclone extratropical responsável por impulsionar essa instabilidade não avança até o Sudeste e permanece atuando sobre a Região Sul. Apenas a frente fria conectada ao sistema segue viagem pelo território nacional, o que também favorece a formação de áreas de chuva sobre o Centro-Oeste a partir de quinta-feira (1º).

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Ciclones no Sul elevam risco de tornados e temporais

A atuação de sistemas ciclônicos sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná aumenta a probabilidade de tempestades severas. O período de maior atenção meteorológica para a ocorrência de ventanias intensas e formação de tornados ocorre entre terça-feira (29) e quarta-feira (30), após a passagem recente de granizo pelo território gaúcho.

No Rio Grande do Sul, as tempestades de granizo ocorridas no último fim de semana de setembro deixaram 6.347 pessoas afetadas e causaram danos em 1,3 mil residências. As perdas materiais se concentraram em Santiago, onde 1 mil casas sofreram destelhamentos, e em Alegrete, que contabilizou outras 300 moradias danificadas pelas pedras de gelo.

A destruição provocou a mobilização das forças de segurança estaduais e a realização de força-tarefa no domingo (27) para entrega emergencial de lonas aos moradores atingidos. O diretor da Defesa Civil de Santiago, Paulo Acosta, relatou a gravidade da situação nos atendimentos prestados à população local:

“Estamos trabalhando com situação de emergência. São mais de 200 profissionais trabalhando desde ontem (sábado). Agora há pouco, pela manhã, tivermos forte rajada de vento: não subam nos telhados.”

Supercélula em Alegrete e estiagem no Norte

O fotógrafo Gabriel Zaparolli e o caçador de tempestades norte-americano Mike Plemmons, conhecido como Nader Mike, filmaram a formação de uma supercélula na região de Alegrete às 18h50 de sábado (26). As supercélulas consistem em tempestades rotatórias alimentadas por mesociclones, capazes de produzir ventos intensos e precipitação de granizo de grandes dimensões.

A confirmação técnica e conclusiva sobre a eventual descida de um tornado a partir da estrutura observada em Alegrete ainda depende da emissão de laudos oficiais pelos institutos meteorológicos que avaliam os registros na área rural gaúcha.

Em outras regiões do país, o tempo seco predomina. Em Manaus, a precipitação registrada na sexta-feira (25) encerrou um período de estiagem de 17 dias e aliviou temporariamente a poluição provocada por queimadas. A previsão meteorológica para os dias seguintes na capital amazonense indica retorno do ar seco e calor contínuo, enquanto o litoral norte e o leste do Nordeste mantêm previsão restrita a pancadas isoladas de chuva.