O Consórcio Maracanã recusou formalmente a solicitação do Vasco para disputar o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors no estádio do Rio de Janeiro. A partida decisiva do torneio continental está marcada para o dia 20 de outubro de 2026, às 21h30.
A gestão do complexo esportivo, controlada por Flamengo e Fluminense, alegou o desgaste excessivo do gramado para justificar a resposta enviada na segunda-feira (28). Esta representa a terceira recusa enfrentada pelo clube cruz-maltino ao longo do ano de 2026, repetindo os vetos anteriores ocorridos em partidas contra Vitória e Palmeiras válidas pela Copa do Brasil.
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Maracanã aponta desgaste do gramado e maratona com 58 jogos em 2026
Os administradores da arena sustentam que o campo suportou 58 partidas ao longo da atual temporada, volume agravado por períodos de clima desfavorável no estado. O consórcio destacou ainda a proximidade de calendário com a semifinal da Copa Libertadores, já que o confronto entre Flamengo e Estudiantes está agendado para o dia 22 de outubro de 2026, apenas dois dias após a data pretendida pelo time vascaíno.
A diretoria vascaína sustenta que os termos do edital e o contrato de concessão pública asseguram a qualquer agremiação o direito de alugar a praça esportiva em condições de igualdade financeira e operacional. O histórico recente de embates entre as diretorias já provocou contestações jurídicas em ocasiões anteriores, cenário que volta a gerar atritos administrativos entre os clubes cariocas.
Pedrinho busca acordo com a Conmebol para atuar em São Januário
Diante do impasse no Maracanã, o presidente do Vasco, Pedrinho, direcionou esforços para viabilizar a realização do confronto em São Januário. O regulamento oficial da Conmebol exige que arenas destinadas às semifinais da Copa Sul-Americana tenham capacidade para no mínimo 30 mil torcedores, limite superior à capacidade homologada pelo Corpo de Bombeiros para a praça vascaína, registrada em 21,4 mil pessoas.
“Vou tentar aumentar o espaço de visitante em São Januário. Tenho uma boa relação com o Riquelme. Vamos tentar dar todo o suporte para o torcedor do Boca em São Januário. Peço que o presidente da Conmebol tenha um pouco de flexibilidade e autorize que eu jogue em São Januário”, declarou o presidente Pedrinho sobre as conversas com Juan Román Riquelme, presidente do Boca Juniors.
Boca Juniors descarta piso sintético e limita opções no Rio de Janeiro
O Estádio Nilton Santos surgiu como alternativa imediata para receber o evento esportivo, contando inclusive com a concordância formal da diretoria do Botafogo para a cessão do espaço. Contudo, a representação do clube argentino sinalizou recusa expressa em atuar sobre o piso de grama artificial instalado na arena botafoguense, reduzindo os caminhos operacionais da equipe brasileira.
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A determinação das regras disciplinares e de infraestrutura do futebol sul-americano impõe parâmetros rígidos para as etapas eliminatórias:
- Fase de grupos da Copa Sul-Americana exige arenas com capacidade de ao menos 10 mil espectadores.
- Oitavas e quartas de final demandam capacidade mínima de 20 mil torcedores no estádio.
- Semifinais e fases finais exigem público mínimo de 30 mil lugares disponíveis na praça de jogo.
- Regulamento geral estabelece prazo de até 10 dias de antecedência para definição e homologação do local.
- Duelo de ida entre Boca Juniors e Vasco ocorre em 13 de outubro de 2026, às 21h30, no Estádio La Bombonera.
- Duelo de volta entre Vasco e Boca Juniors está previsto para 20 de outubro de 2026, às 21h30, com sede pendente.
Vasco mantém alternativas sob avaliação jurídica antes de prazo final
A definição formal sobre o estádio da semifinal segue pendente de resolução com os órgãos diretivos continentais. O departamento jurídico do Vasco avalia a viabilidade de recorrer à Justiça para obter uma liminar que obrigue a cessão do Maracanã, enquanto a gestão institucional tenta flexibilizar as regras da Conmebol para confirmar São Januário como sede definitiva do encontro.
