Um homem de 44 anos invadiu uma residência na Rua das Palmeiras, em Acaiaca, assassinou a tiros a ex-companheira e a ex-cunhada e cometeu suicídio logo em seguida. As vítimas foram identificadas como Lucimar Ambrósio André, de 26 anos, e Sabrina Gonçalves Ambrósio, de 25 anos, ambas atingidas por disparos na cozinha do imóvel.
O autor dos disparos, Uelinton Antônio Gomes, pulou uma mureta de aproximadamente 1,5 metro de altura e arrombou a porta da sala para conseguir entrar na casa durante a noite de segunda-feira (28). O filho do casal presenciou a aproximação do pai armado, fugiu do local e correu até parentes para pedir socorro e avisar sobre a intenção de matar a mãe, mas os crimes foram consumados antes de qualquer intervenção.
Confira também: Condenados por feminicídio devem ressarcir pensão ao INSS
Invasão em Acaiaca e apreensão de armas pela polícia
Segundo o registro do boletim de ocorrência da Polícia Militar de Minas Gerais, Uelinton efetuou disparos na cabeça das duas mulheres e depois usou a mesma arma de fogo para tirar a própria vida, também com um tiro na cabeça. Uma equipe policial recolheu no chão da cozinha um revólver contendo cinco munições deflagradas e uma intacta no tambor. Na entrada da residência, os agentes apreenderam uma motocicleta preta deixada com a chave na ignição, além de três aparelhos celulares das vítimas e do agressor recolhidos pela perícia técnica.
Acompanhe: Trajeto de bala motiva prisão de soldado suspeito de feminicídio
De acordo com os levantamentos da corporação, o casal manteve uma união estável no município de Mariana e encerrou a relação cerca de 30 dias antes dos crimes. Lucimar havia se mudado em sigilo para Acaiaca na tentativa de se proteger, enquanto o homem viajou temporariamente para São Paulo, de onde continuava a enviar ameaças telefônicas e mensagens de texto inconformado com a separação. Diante do histórico recente de perseguição, a vítima já havia acionado a Justiça para resguardar a própria integridade física.
Histórico de proteção e medidas judiciais
A apuração da Polícia Militar indica que Lucimar procurou o batalhão no dia 8 de setembro de 2026 para denunciar as intimidações recebidas, sendo orientada a solicitar amparo legal imediato. No dia 9 de setembro de 2026, a Justiça deferiu a medida protetiva de urgência em desfavor do ex-companheiro. Em 11 de setembro de 2026, uma guarnição militar chegou a realizar uma visita preventiva e tranquilizadora no endereço onde ela estava residindo na cidade.
Continue lendo: Pensão por feminicídio: governo garante salário-mínimo a órfãos e dependentes menores de 18 anos
As etapas formais registradas pelas autoridades durante o acompanhamento da vítima envolveram os seguintes procedimentos:
- 8 de setembro de 2026: registro de ocorrência policial por ameaça feito por Lucimar
- 9 de setembro de 2026: concessão da medida protetiva de urgência pelo Poder Judiciário
- 11 de setembro de 2026: realização de visita preventiva da Polícia Militar à residência
- 28 de setembro de 2026: invasão do imóvel e confirmação das mortes
Investigação policial e repercussão no município de Acaiaca
Os corpos de Lucimar, Sabrina e Uelinton foram removidos pela equipe de perícia e transportados para exames de necropsia em uma sala anexa do Hospital de Nossa Senhora das Dores, no município vizinho de Ponte Nova. O filho da vítima permaneceu sob os cuidados diretos dos avós maternos e de um tio. Não consta detalhamento na ocorrência oficial da PM sobre relatos informais de testemunhas de que o atirador teria tentado invadir o imóvel de outra cunhada antes de se matar.
A Câmara Municipal de Acaiaca divulgou nota de pesar assinada pelo presidente da Casa, vereador João Paulo de Araújo, em que “manifesta profundo pesar pelo falecimento trágico de Lucimar e Sabrina, irmãs e cidadãs de nosso Município. A notícia de suas mortes causou profunda consternação em toda a comunidade acaiquense”. O sepultamento das duas irmãs está marcado para as 9h de quarta-feira (30), no cemitério municipal de Acaiaca.
