Willian Masuda inicia tratamento domiciliar após cirurgia de 10 horas

Willian "Kabuto" Hiroyuki - InstagramWillian "Kabuto" Hiroyuki - Instagram

Willian "Kabuto" Hiroyuki - Instagram

O lutador de jiu-jitsu Willian Hiroyuki Masuda, conhecido como Kabuto, pronunciou-se publicamente após receber alta do Hospital Evangélico de Londrina e iniciar tratamento em regime de internação domiciliar. O atleta de 37 anos sofreu fraturas nas vértebras C5 e C6 durante uma luta disputada no torneio Super Pro Jiu-Jitsu 2026, realizado no Ginásio Moringão, e passou por procedimentos cirúrgicos antes de ser liberado para continuar os cuidados em casa.

A manifestação ocorreu por meio de vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (28), no qual o atleta comentou sobre a nova etapa do processo de reabilitação. “Já estou em casa, fazendo um tratamento, uma integração domiciliar. Ainda preciso tomar alguns medicamentos, ter cuidados específicos que precisam ser verificados e continuados por profissionais”, declarou o lutador.

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Willian Masuda detalha isolamento e recuperação da mobilidade

No pronunciamento gravado para familiares e apoiadores, Willian Masuda explicou a necessidade de manter restrições de contato externo durante o período de recuperação. “Então, por isso que, por mais que eu esteja em casa, ainda preciso de tempo isolado. Tanto pelos cuidados que eu preciso e também por mim mesmo, que eu ainda estou tentando processar tudo isso. Eu estou tentando me recuperar. Estou tentando melhorar cada coisa para que a minha cabeça fique bem. […] Obrigado por acompanhar. Obrigado pelas orações e até a próxima”, afirmou o faixa-preta.

O quadro clínico do atleta apresentou avanços parciais nas funções motoras superiores, permitindo que ele execute movimentos com os antebraços. Apesar dessa evolução, Masuda ainda não recuperou o controle sobre os pulsos e as mãos, além de permanecer sem sensibilidade nas partes do corpo situadas abaixo da região peitoral, o que exige acompanhamento diuturno de especialistas de saúde.

Logo após a ocorrência da lesão no tatame, a equipe médica realizou uma cirurgia de emergência na coluna cervical com duração de 10 a 12 horas para estabilização das vértebras fraturadas, procedimento complexo que antecedeu as semanas de internação hospitalar intensiva. O neurocirurgião Marcus Valério Costa, que integra o grupo de médicos responsáveis pelo tratamento, destacou que a recuperação das funções motoras envolve um processo de longo prazo, mantendo o atleta sob rotina de isolamento e assistência contínua.

Dados do combate e do atendimento a Willian Masuda

  • Atleta lesionado: Willian Hiroyuki Masuda, 37 anos, faixa-preta de jiu-jitsu
  • Adversário na disputa: Juliano Di Pelli Machado
  • Local da competição: Ginásio Moringão, em Londrina, no Paraná
  • Diferença de peso corporal estimada: 40 kg entre os competidores
  • Tempo de intervenção cirúrgica de emergência: entre 10 e 12 horas
  • Lesão diagnosticada: fratura nas vértebras C5 e C6 da coluna cervical

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Cronologia do caso no torneio em Londrina

  • 22 de agosto de 2026 — Willian Masuda sofre a fratura cervical durante luta no-gi no torneio Super Pro Jiu-Jitsu
  • 24 de agosto de 2026 — Promotor Renato de Lima Castro protocola notícia-crime para apuração de lesão gravíssima
  • 4 de setembro de 2026 — Delegado Roberto Fernandes requisita documentos cadastrais e alvarás do evento
  • 22 de setembro de 2026 — Polícia Civil confirma que cinco testemunhas ouvidas apontaram golpe ilegal na luta
  • 28 de setembro de 2026 — Lutador publica vídeo confirmando a alta hospitalar e o tratamento em casa

Investigação policial sobre golpe aplicado em Willian Masuda

A Polícia Civil do Paraná conduz inquérito para apurar a conduta de Juliano Di Pelli Machado durante a luta na modalidade sem kimono. O promotor de Justiça Renato de Lima Castro, do Ministério Público do Paraná, formalizou a notícia-crime por lesão corporal de natureza gravíssima após presenciar o lance pela transmissão do evento, destacando que o adversário projetou o peso corporal integral sobre o oponente em posição de vulnerabilidade, em cenário com diferença de peso estimada em 40 kg.

Em depoimentos prestados ao delegado Roberto Fernandes, responsável pelas investigações na delegacia local, cinco testemunhas afirmaram de forma unânime que o movimento executado na luta foi irregular. A manobra chamada de bate-estaca, que consiste em arremessar o adversário diretamente de cabeça ou nuca contra o tablado, é expressamente vetada em livros de regras de federações esportivas como a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation e a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, acarretando desclassificação sumária.

A defesa de Juliano Di Pelli Machado, exercida pelo advogado Felipe de Melo, manifestou alívio diante da notícia de alta médica de Willian Masuda e sustentou que o atleta prestará esclarecimentos no procedimento formal conduzido pelas autoridades. A Federação de Jiu-Jitsu do Paraná informou formalmente que não possuía conhecimento prévio da organização ou da realização da edição do torneio.

Quadro de saúde e próximos passos no processo de apuração

Um diagnóstico médico definitivo a respeito de eventuais sequelas permanentes ou sobre a capacidade de reversão integral das limitações motoras do esportista ainda não foi estabelecido pela equipe de saúde. As entidades que regem a modalidade em âmbito nacional ou internacional não expediram pareceres diretos com aplicação de punições desportivas sobre a realização do campeonato, enquanto a polícia aguarda a juntada de laudos periciais e a tomada de depoimentos dos atletas envolvidos.