O exploit Relapse para consoles PlayStation 5 foi disponibilizado publicamente por pesquisadores de segurança na terça-feira (29), permitindo a execução de códigos não autorizados e homebrews em sistemas operando entre os firmwares 7.00 e 13.60. A liberação abrange modelos do console original, a versão Slim e unidades do recém-lançado PS5 Pro que permaneceram sem atualizações de sistema nas últimas semanas.
O alcance do método viabilizou o acesso total de leitura e escrita ao kernel do sistema, permitindo que os aparelhos executem títulos recentes que dependem de versões avançadas do software. O pesquisador de segurança e modder Lance McDonald comentou a amplitude da ferramenta: “Um novo jailbreak de PlayStation 5 acabou de sair. Todo console PS5 agora pode ser desbloqueado, exceto aqueles atualizados na última semana mais ou menos. Enorme”, declarou, em tradução livre.
Compatibilidade do exploit Relapse com PS5 Pro e Marvel’s Wolverine
A inclusão do PS5 Pro na lista de aparelhos compatíveis representa uma mudança significativa para o cenário de modificações do console. Anteriormente, os exploits de kernel conhecidos para o ecossistema PlayStation estavam restritos a versões bastante antigas do software da Sony, o que impedia sua aplicação no PS5 Pro, aparelho que já saiu de fábrica com firmwares posteriores instalado. Com a expansão do teto de vulnerabilidade para a versão 13.60, os modelos de alta performance que se mantiveram dentro desse limite passam a suportar as ferramentas da comunidade, incluindo emuladores recentes como o PS5SX2 e camadas de execução como o etaHEN.
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Outro desdobramento direto dessa faixa de firmware é a compatibilidade com lançamentos de grande porte que exigem sistemas mais modernos para rodar. Consoles mantidos no firmware 13.60 conseguem executar o jogo Marvel’s Wolverine preservando os privilégios concedidos pelo exploit. O disco físico comercial de Marvel’s Wolverine foi programado para exigir minimamente a versão 13.40 do sistema, enquanto o pacote de atualização 1.001.005 demanda o firmware 13.60. Aparelhos configurados dentro dessa janela conseguem aplicar o patch sem a necessidade de perder o acesso ao desbloqueio.
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Cadeia técnica do exploit Relapse e versões de firmware do PS5
A estrutura do exploit Relapse foi desenvolvida a partir de uma sequência articulada de falhas de segurança no ecossistema do PlayStation 5. O vetor de invasão inicial explora vulnerabilidades de corrupção de memória e vazamento de endereços dentro do navegador de internet baseado em WebKit, rompendo as barreiras do ambiente isolado. Em seguida, o processo ativa uma condição de corrida do tipo use-after-free diretamente na função de kernel denominada aio_multi_wait, permitindo o controle de regiões críticas e a manipulação de leitura e escrita na memória do sistema. O código funcional foi estruturado no repositório Relapse-Exploit pelo desenvolvedor Nathan Fargo e conta com créditos de pesquisa atribuídos a analistas de segurança como Andy Nguyen.
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- Firmware mínimo compatível com o exploit: versão 7.00
- Firmware máximo vulnerável ao exploit: versão 13.60
- Exigência mínima do disco de Marvel’s Wolverine: versão 13.40
- Exigência do patch 1.001.005 de Marvel’s Wolverine: versão 13.60
- Atualização que neutraliza a falha: versão 14.00 (14.00.00) da Sony
O criador de conteúdo MODDED WARFARE demonstrou o processo em vídeo e detalhou a rapidez da inicialização: “O novo jailbreak Relapse 13.60 está aqui! Carregue o jailbreak em poucos segundos a partir do firmware 7.00 até o 13.60”, afirmou, em tradução livre, ao apresentar a execução da ferramenta na plataforma.
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Atualização 14.00 da Sony e penalidades da PlayStation Network
A janela para o uso do exploit Relapse já foi fechada nos sistemas operacionais mais recentes da Sony. A fabricante lançou a versão de firmware 14.00, sob a identificação técnica 26.06-14.00.00, na quarta-feira, 16 de setembro de 2026. Além de introduzir alterações visuais e novas funcionalidades no Hub de Boas-vindas, o pacote de sistema neutralizou e corrigiu diretamente os erros de alocação de memória e as brechas no kernel que serviam de base para a ferramenta. Aparelhos que já instalaram o software 14.00 não têm capacidade de executar o processo.
Embora os desenvolvedores do repositório mantenham a documentação orientada para testes de engenharia reversa e segurança digital, a instalação de payloads não autorizados infringe diretamente os Termos de Serviço da PlayStation Network. Usuários que conectam consoles desbloqueados à internet ficam sujeitos ao encerramento imediato de suas contas e ao banimento permanente do identificador único do console, perdendo em definitivo o acesso à loja virtual e às partidas em rede gerenciadas pelos servidores oficiais.
Cenário de segurança e rumores sobre a versão 14.00
Circulam em comunidades de modders boatos sobre um suposto segundo exploit que já estaria finalizado para neutralizar a versão 14.00, cujo código estaria sendo retido deliberadamente por desenvolvedores independentes até a janela de lançamento de Grand Theft Auto VI. Contudo, não há confirmação técnica ou anúncio oficial por pesquisadores credenciados a respeito da existência dessa falha reserva.
O limite funcional estabelecido pela publicação do projeto Relapse permanece estritamente restrito aos aparelhos que continuam operando na versão 13.60 do software de sistema do PlayStation 5.
