A Ford apresentou os primeiros protótipos das inéditas versões Tremor e híbrida plug-in (PHEV) da picape Ranger, com produção confirmada na fábrica de General Pacheco, na Argentina. Os novos modelos foram exibidos durante as comemorações dos 65 anos da unidade fabril e têm estreia comercial prevista para 2027 em toda a região latino-americana.
Para o mercado brasileiro, a Ranger híbrida plug-in marcará o retorno de veículos com tecnologia bicombustível ao catálogo da montadora. O sistema mecânico combinará eletricidade com motor a combustão capaz de utilizar etanol ou gasolina, recurso ausente nos veículos zero-quilômetro da marca no Brasil desde o encerramento da produção local de automóveis, no início de 2021.
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Ranger PHEV traz bateria sob o chassi e torque recorde
O conjunto mecânico da Ranger PHEV reúne o motor 2.3 EcoBoost turbo a um propulsor elétrico e a uma transmissão automática de dez marchas. O pacote de bateria tem capacidade útil de 11,8 kWh e foi montado entre as longarinas do chassi, sob o assoalho da caçamba, desenho técnico adotado para não alterar a rigidez estrutural da picape nem interferir na suspensão traseira por feixe de molas.
A montadora projeta uma potência combinada entre 279 cv e 281 cv para a variante eletrificada. O torque máximo combinado é estimado em 71,1 kgfm (aproximadamente 700 Nm), número que posiciona o utilitário com o maior índice de força da história da linha Ranger.
Ranger Tremor foca no uso fora de estrada com motor EcoBoost
Diferente da versão eletrificada, a Ranger Tremor aposta em uma configuração técnica dedicada ao uso fora de estrada sem componentes híbridos. O modelo utiliza o motor 2.3 EcoBoost turbo a gasolina e incorpora suspensão recalibrada com maior vão livre em relação ao solo e pneus de uso misto para terrenos acidentados.
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Na parte visual, a carroceria recebe proteções plásticas escuras nas caixas de roda e na grade dianteira, além de rodas exclusivas de liga leve. Por dentro, o acabamento inclui bancos com revestimento escurecido, costuras contrastantes na cor laranja e o nome da versão bordado nos encostos, acompanhado de seletores eletrônicos para tração e condução em trilhas.
O presidente da Ford América do Sul, Martín Galdeano, explicou a estratégia da montadora para a família de picapes no continente. “No fim de 2024 apresentamos o conceito Tremor na Argentina com a chegada da nova geração da F-150. Em 2025 ampliamos a família com a introdução da Maverick Tremor, ambas excelentemente recebidas no mercado local”, afirmou o executivo, em tradução livre do espanhol. “Acreditamos que a Tremor terá o mesmo sucesso na Ranger, com atributos inéditos que ampliam ainda mais sua esportividade e conhecida capacidade fora de estrada”, completou Galdeano.
Dados técnicos e industriais das novas versões da Ranger
- Fábrica responsável: Centro Industrial de General Pacheco, em Buenos Aires, na Argentina
- Investimento industrial na planta: US$ 870 milhões acumulados no ciclo iniciado em 2020
- Destino da produção: cerca de 70% dos veículos fabricados são exportados para mercados da América Latina
- Capacidade útil da bateria da Ranger PHEV: 11,8 kWh
- Torque máximo combinado estimado da Ranger PHEV: 71,1 kgfm (cerca de 700 Nm)
- Previsão de lançamento regional: 2027
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Modernização da fábrica argentina e dados pendentes
O Centro Industrial de General Pacheco recebeu US$ 870 milhões em investimentos desde 2020 para passar por uma reestruturação completa. O aporte viabilizou a introdução da atual geração da Ranger, lançada na América do Sul em meados de 2023, além da adaptação de processos produtivos para a manufatura de utilitários com tecnologia híbrida e variações fora de estrada.
A versão híbrida da Ranger já é fabricada na África do Sul para abastecer países da Europa e da Oceania. Na América do Sul, o modelo utilizará a estrutura argentina para atender a demanda interna e o fluxo de exportações regionais, que absorve a maior parte das unidades montadas no complexo vizinho.
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A Ford ainda não confirmou os números oficiais de potência e torque do motor 2.3 EcoBoost quando abastecido exclusivamente com etanol no Brasil. Também não foram divulgados a autonomia no modo 100% elétrico sob as regras do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, os preços de venda e os pacotes de acabamento em que o sistema híbrido plug-in estará disponível.
