A polícia de Hong Kong interceptou uma tentativa de golpe envolvendo compras não autorizadas de iPhone 18 e iPhone 18 Pro que somavam mais de HK$ 30 milhões no comércio eletrônico da Apple. Ao todo, 1.503 transações fraudulentas foram registradas e canceladas preventivamente a pedido das autoridades locais, sem gerar prejuízo financeiro para os donos dos cartões, os bancos ou a fabricante de tecnologia.
O balanço das ocorrências foi apresentado pelo comissário de polícia de Hong Kong, Joe Chow Yat-ming, durante reunião do Conselho Distrital de Kowloon City realizada na terça-feira (29). Segundo o comissário, uma instabilidade nos mecanismos de segurança da página oficial de vendas permitiu que os criminosos avançassem nos pedidos sem passar pelas etapas tradicionais de confirmação bancária.
iPhone 18: como funcionou a brecha no sistema da Apple
A brecha ocorreu durante o período de aquisições antecipadas aberto em 11 de setembro de 2026, às 20h no horário local de Hong Kong. Nesse intervalo, as salvaguardas de comércio eletrônico da Apple estavam desativadas nos pedidos sob suspeita, liberando as compras sem a necessidade de envio de senhas descartáveis por mensagem ou autorização direta em aplicativos bancários.
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De acordo com Joe Chow Yat-ming, em tradução livre, “isso significava que senhas descartáveis ou verificação por aplicativo móvel não eram exigidas, permitindo que golpistas fizessem grandes pedidos usando informações de cartão de crédito obtidas ilegalmente”.
Para ocultar o rastro digital e a localização física dos autores, os fraudadores acessavam o sistema utilizando redes privadas virtuais. Na etapa de entrega, preenchiam cadastros com endereços incompletos ou dados totalmente falsos.
Quando a equipe de atendimento da Apple enviava mensagens de correio eletrônico solicitando a correção ou o esclarecimento dos dados postais, o grupo direcionava o recebimento para pontos públicos. Em seguida, intermediários contratados pelas quadrilhas eram despachados para retirar as caixas dos aparelhos, evitando a exposição direta dos mentores do esquema.
Cancelamento barrou rombo equivalente a R$ 21 milhões
O volume financeiro barrado pela ação policial representa mais de HK$ 30 milhões, montante equivalente a US$ 3,82 milhões ou a uma faixa entre R$ 20 milhões e R$ 21 milhões na conversão cambial direta. Duas semanas antes da consolidação dos dados finais, as equipes de monitoramento já acompanhavam cerca de 1.200 transações suspeitas comunicadas em redes sociais e canais de atendimento bancário.
A articulação rápida entre os investigadores e o setor privado garantiu o cancelamento das ordens de compra antes da entrega da mercadoria e do fechamento das faturas. O comissário de polícia detalhou a operação com as instituições envolvidas.
“Mantivemos comunicação estreita com a Apple e os bancos. A nosso pedido, todas as transações envolvidas foram canceladas. Em outras palavras, durante todo o processo, nem os titulares dos cartões usados indevidamente, nem os bancos, e nem mesmo a Apple sofreram perdas”, declarou Joe Chow Yat-ming, em tradução livre.
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Números das fraudes e crimes registrados em Hong Kong em 2026
O caso do smartphone ocorreu durante um período de alta nas denúncias de fraudes patrimoniais na cidade. As estatísticas oficiais da polícia de Hong Kong cobrindo o período de janeiro a agosto de 2026 apontam as seguintes marcas:
- 59.213 ocorrências criminais totais registradas na cidade entre janeiro e agosto de 2026, com leve avanço de 0,2% em relação ao ano anterior;
- 29.670 registros específicos de fraudes no período de oito meses, acumulando alta de 4,5%;
- 50% de representação das fraudes em relação a todos os crimes ocorridos na cidade pela primeira vez na história estatística local;
- 27% de participação dos golpes por telefone entre todas as denúncias de estelionato;
- 23% dos casos de fraude concentrados em golpes no comércio eletrônico e compras pela internet;
- HK$ 5,21 bilhões em prejuízos financeiros acumulados pelas vítimas de fraudes de janeiro a agosto de 2026, com alta de 3,8% na comparação anual.
Revisão técnica exigida da Apple e próximos passos
As autoridades policiais de Hong Kong notificaram formalmente a Apple para que revise integralmente seus procedimentos de autenticação e proteção contra compras não autorizadas. A exigência antecede uma nova rodada de pré-vendas de smartphones da fabricante de tecnologia na região, agendada para 16 de outubro de 2026.
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Até o momento, a Apple não publicou declaração oficial nem explicou a causa técnica que levou o sistema da loja virtual a suspender os protocolos de autenticação e as senhas de uso único durante a recepção dos pedidos. A polícia de Hong Kong também não divulgou prisões de intermediários ou de outros integrantes da rede criminosa.
Os investigadores locais prosseguem na checagem dos canais digitais para descobrir como os criminosos coletaram a lista inicial de cartões de crédito e se houve colaboração externa na identificação da falha de segurança na loja online.
