Um passageiro do BRT morreu após ser atingido no abdômen por uma bala perdida enquanto viajava em pé dentro de um ônibus articulado na Transolímpica, na altura de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O caso ocorreu nas proximidades da estação Ventura na manhã de quarta-feira (30), período em que a Polícia Militar realizava uma incursão na comunidade Dois Irmãos para reprimir confrontos armados entre quadrilhas rivais.
Após os disparos atingirem o coletivo, o motorista conduziu o veículo até a estação Asa Branca, situada na divisa entre Curicica e Barra Olímpica, onde equipes de socorro foram chamadas para prestar atendimento emergencial. Uma passageira que estava a bordo relatou a movimentação dentro do articulado em publicação na internet: “Só deu para ouvir o barulho e em seguida ver todo mundo no chão, com gritos ‘tem gente baleada!’. Uma situação de pânico, o Rio de Janeiro infelizmente é isso ai, a gente sai de casa para trabalhar e não sabe se volta”.
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Atendimento de emergência na estação Asa Branca
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que o quartel da Barra da Tijuca recebeu o chamado para atender a ocorrência às 06h12. Ao alcançarem o veículo estacionado na plataforma de passageiros, os militares encontraram a vítima, um homem com idade estimada em cerca de 40 anos, sem sinais vitais. Como o homem não portava documentos de identificação no momento do episódio, outros ocupantes do articulado recorreram ao telefone celular do próprio passageiro para comunicar os parentes sobre o ocorrido.
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A estação Asa Branca, no sentido Recreio, foi temporariamente interditada pela concessionária Mobi-Rio para que os peritos criminais pudessem inspecionar o local do crime e a estrutura física do veículo atingido. Agentes do programa BRT Seguro atuaram na preservação do espaço até a conclusão da coleta preliminar de vestígios pela Polícia Civil, liberando a circulação regular dos articulados por volta das 09h.
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Operação do 18º BPM na comunidade Dois Irmãos
A intervenção de segurança na comunidade Dois Irmãos mobilizou agentes do 18º Batalhão de Polícia Militar (Jacarepaguá) e equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT). A corporação informou que as guarnições foram deslocadas para a região com a missão de reprimir disputas armadas entre facções criminosas e prender suspeitos de envolvimento em delitos violentos recentes. Durante a incursão nos acessos e vielas da comunidade, os policiais militares detiveram um homem suspeito e apreenderam armas de grosso calibre utilizadas pelos grupos em confronto na localidade.
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Os registros da intervenção policial no perímetro urbano registraram as seguintes marcas:
- 06h12: horário exato em que o Corpo de Bombeiros recebeu o acionamento para socorrer a vítima na estação Asa Branca.
- Cerca de 40 anos: idade estimada do homem que viajava de pé e acabou atingido fatalmente dentro do transporte coletivo.
- 1 homem detido: suspeito capturado por agentes do 18º BPM durante as incursões táticas na comunidade Dois Irmãos.
- 3 fuzis: armamentos de guerra recolhidos pelos militares durante as buscas realizadas na área conflagrada.
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Disputas territoriais motivaram ação policial na região
A investida das forças de segurança decorreu de um conflito armado que já vinha se intensificando na região de Jacarepaguá ao longo dos últimos meses. A comunidade Dois Irmãos é dominada pela facção Comando Vermelho e tem sido palco de constantes tentativas de invasão articuladas por integrantes do Terceiro Comando Puro associados a milicianos locais interessados no controle de pontos de venda e taxas clandestinas.
Além da disputa territorial permanente, a ação matinal teve como estopim um ataque a tiros registrado na terça-feira (29), quando um homem foi assassinado em um dos acessos à localidade de Asa Branca. O episódio levou o comando do 18º Batalhão a planejar um cerco preventivo para localizar os autores do homicídio e frear novos tiroteios nas imediações do corredor expresso da Transolímpica.
Investigação da DHC sobre a origem do tiro
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu o inquérito para esclarecer a dinâmica da morte e determinar a trajetória do projétil que perfurou a lataria do articulado em movimento. Existem apurações em andamento sobre o número exato de disparos que atingiram a vítima e a contabilidade definitiva do arsenal apreendido no terreno, pontos que dependem de laudos balísticos complementares.
Até a manhã de 30 de setembro de 2026, os peritos trabalham para estabelecer a identificação formal do passageiro e a identidade do homem preso durante o cerco na favela. A perícia da Polícia Civil busca confrontar os fragmentos metálicos com o armamento recolhido pela corporação militar para comprovar se o tiro fatal partiu de criminosos em fuga ou das equipes do batalhão engajadas no confronto.
