O longa-metragem Digger estreou no circuito comercial internacional nesta quinta-feira (1) com Tom Cruise no papel principal sob direção do cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu. A produção da Warner Bros. combina comédia de humor negro e sátira ambiental ao narrar a trajetória de um empresário do petróleo que provoca uma emergência climática de proporções globais.
Com orçamento de produção estimado pelo setor entre US$ 160 milhões e US$ 180 milhões, a obra precisa alcançar US$ 300 milhões em arrecadação global para atingir seu ponto de equilíbrio financeiro. Sobre a escalação do protagonista, Alejandro González Iñárritu afirmou, em tradução livre, que as pessoas costumam perguntar a razão da escolha, comparando a decisão a questionar por que alguém bebe água quando tem sede, definindo o ator como o que a produção precisava.
Tom Cruise vive magnata do petróleo em Digger
Na trama de 129 minutos de duração, Tom Cruise interpreta Digger Rockwell, um bilionário do setor petrolífero do Texas cercado de bajuladores e apegado a uma gata idosa. O conflito central começa quando o empresário se recusa a admitir uma rachadura estrutural e um vazamento crítico de gás metano em sua plataforma de perfuração instalada na região do Ártico e da Groenlândia. O incidente provoca uma explosão de grandes proporções e causa o desprendimento de uma calota de gelo que passa a ameaçar o continente europeu, momento em que o magnata tenta se autopromover como o salvador da humanidade.
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Para encarnar o empresário idoso e obeso, Tom Cruise passou por uma caracterização com pesadas próteses faciais e corporais criadas pelo maquiador Kazu Hiro em conjunto com Alessandro Bertolazzi. O elenco traz Riz Ahmed no papel do Dr. Ganesh, cientista que atua como conselheiro técnico da presidência dos Estados Unidos durante o comitê de crise, e John Goodman como o Presidente Compson. A produção reúne ainda Sandra Hüller, Michael Stuhlbarg e Jesse Plemons, que descreveu o projeto, em tradução livre, como um dos roteiros mais estranhos, divertidos e trágicos que já leu.
Direção de Alejandro G. Iñárritu e cronograma de lançamentos
O projeto marca o primeiro longa-metragem falado em língua inglesa comandado por Alejandro González Iñárritu desde O Regresso, lançado em 2015. O roteiro foi escrito pelo diretor mexicano em colaboração com Alexander Dinelaris Jr., Nicolás Giacobone e Sabina Berman, enquanto as imagens foram captadas no formato VistaVision pelo diretor de fotografia Emmanuel Lubezki. Durante a narrativa, o enredo expõe a relutância de autoridades políticas diante de um desastre ambiental e coloca o protagonista diante de um parlamento europeu, mesclando momentos de farsa política com discursos sobre a exploração predatória dos recursos naturais do planeta.
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- 22 de setembro de 2026: première mundial no cinema Odeon Luxe em Leicester Square, Londres
- 30 de setembro de 2026: abertura da distribuição comercial em mercados internacionais selecionados
- 1 de outubro de 2026: lançamento oficial nas salas do México e publicação das avaliações da crítica especializada
- 2 de outubro de 2026: estreia em grande circuito nas salas dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido
O desempenho financeiro definitivo do filme e a nota concedida pelo público na pesquisa de saída de sala do CinemaScore serão consolidados após a abertura no mercado norte-americano, onde analistas projetam arrecadação inicial entre US$ 12 milhões e US$ 15 milhões no primeiro fim de semana.
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