A onça-pintada Guardião, que vive no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, conquistou o título mundial de longevidade em cativeiro concedido pelo Guinness World Records. A entidade internacional homologou a marca após o animal atingir a idade exata de 25 anos e 90 dias.
A verificação formal do recorde ocorreu em 9 de junho de 2026, consolidando o felino macho como o mais velho de sua espécie já registrado sob cuidados humanos. O reconhecimento reforça o trabalho de manejo da fauna regional conduzido pelo Exército Brasileiro na capital amazonense.
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Rotina adaptada mantém a saúde de Guardião aos 25 anos
A preservação das condições físicas do felino em idade avançada exige uma série de adaptações no cotidiano do recinto. Por causa do desgaste dentário acumulado ao longo de mais de duas décadas, a alimentação passou a ser calculada de maneira específica para facilitar a ingestão, distribuída em quatro refeições diárias preparadas pelos tratadores do zoológico.
O animal também consome diariamente suplementação de condroitina para conter o avanço do desgaste articular e amenizar o impacto da mobilidade reduzida em animais idosos. Para monitorar o estado geral dos órgãos, os profissionais executam baterias de exames preventivos a cada três meses, englobando análises laboratoriais de sangue, raios X e procedimentos de ultrassonografia.
A conduta da equipe técnica prioriza diagnósticos que dispensem o uso de contenção química, evitando a aplicação de sedativos ou anestésicos que possam gerar estresse desnecessário ou riscos ao sistema cardiovascular do espécime idoso. Segundo a Primeiro-Tenente Eliane Carvalho, bióloga do zoológico do CIGS, “a manutenção da saúde e do bem-estar do felino envolve uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais veterinários, bióloga e tratadores responsáveis pelo manejo, alimentação, cuidados, enriquecimento ambiental e acompanhamento diário”.
Atividades físicas e histórico de Guardião no CIGS em Manaus
Apesar da idade histórica, o animal apresenta comportamento ativo e compatível com as características naturais da espécie. Guardião realiza caminhadas rotineiras pela extensão do recinto, toma banho de sol nas primeiras horas do dia, nada com frequência e utiliza as plataformas elevadas de madeira instaladas em seu ambiente para descanso e observação.
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Resgatado e transferido do interior do Amazonas para a capital ainda jovem, o felino construiu toda a sua trajetória sob supervisão técnica. Ele reside sozinho em seu espaço físico desde 2020, quando morreu a onça-pintada fêmea que dividia o abrigo com ele.
Cronologia de Guardião no Amazonas
- Março de 2001: nascimento do animal no município de Tabatinga, no interior do Amazonas.
- 7 de agosto de 2007: transferência definitiva de Guardião para as instalações do zoológico do CIGS, em Manaus.
- Ano de 2020: morte da fêmea que dividia o recinto com o felino, período em que ele passou a viver sozinho.
- 9 de junho de 2026: verificação oficial pelo Guinness World Records da marca de 25 anos e 90 dias de idade.
- 24 de setembro de 2026: divulgação de nota oficial pelo Exército Brasileiro comemorando a homologação internacional.
Longevidade de Guardião supera médias conhecidas da espécie
A sobrevivência prolongada de Guardião supera com folga os padrões biológicos documentados para felinos de grande porte na América do Sul. Em ambiente de cativeiro qualificado, onde os espécimes dispõem de nutrição balanceada e assistência veterinária permanente, a expectativa média de vida de uma onça-pintada gira em torno de 20 anos. Em habitat natural, essa estimativa é substancialmente menor devido a fatores como disputas territoriais, escassez eventual de presas e oscilações do ecossistema, variando entre 10 e 15 anos conforme levantamentos biológicos.
O zoológico administrado pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva atua como base de conservação, abrigo de espécimes resgatados e polo de educação ambiental focado na biodiversidade amazônica. A marca de Guardião consolida dados científicos sobre o envelhecimento de grandes predadores sob intervenção humana controlada.
Os registros documentais da instituição preservam o mês e o ano de nascimento de Guardião, em março de 2001, em Tabatinga, embora o dia exato do parto original não conste nos apontamentos cadastrais do felino.
