Pesquisa presidencial Meio/Ideia registra Lula com 39,4% e Flávio Bolsonaro com 38,4% no primeiro turno

A corrida pelo Palácio do Planalto apresenta uma configuração de equilíbrio estatístico absoluto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro nas duas etapas de votação. Os dados foram consolidados pelo levantamento eleitoral elaborado pelo instituto Ideia em parceria com o Canal Meio, divulgado na quarta-feira (30 de setembro de 2026), exatamente na reta decisiva que antecede a ida dos votantes às urnas. O quadro indica que a definição do comando do Poder Executivo segue em aberto entre as principais forças políticas da disputa.

Na medição estimulada de primeiro turno, momento em que a cartela com todos os concorrentes oficiais é apresentada ao público participante, Luiz Inácio Lula da Silva, postulante à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), atingiu 39,4% da preferência. O senador Flávio Bolsonaro, que encabeça a chapa do Partido Liberal (PL), alcançou 38,4% das intenções manifestadas. O escritor Augusto Cury, filiado ao Avante, figura no terceiro posto com 6,7%. Ele é acompanhado por Renan Santos, pelo partido Missão, com 4,5%; Ronaldo Caiado, pelo Partido Social Democrático (PSD), com 4,4%; e Romeu Zema, pelo Novo, com 3,5%.

Os outros postulantes inseridos no questionário da consulta computaram índices inferiores a um ponto percentual na sondagem. A candidata Samara Martins, da Unidade Popular (UP), obteve 0,4%, enquanto Hertz Dias, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), e Clariana Barão, da Democracia Cristã (DC), ficaram com 0,3% cada. Veterinário Wilson Grassi, do Democrata, Leonardo Avalanche, do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), e Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), pontuaram com 0,1% individualmente. O grupo que optou por votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes listados representou 0,7%, ao passo que 1,5% dos entrevistados declararam não ter resposta definida.

Cenário de confronto direto mantém equilíbrio estatístico entre os dois líderes

O teste de uma etapa complementar entre os líderes da apuração manteve o patamar de equivalência numérica rigorosa entre os dois lados. Na projeção de confronto direto, o presidente Lula registrou 48,5% das intenções de sufrágio, frente a 48% atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro. Ao analisar as opções desfavoráveis aos dois concorrentes, as manifestações de votos nulos ou em branco atingiram 2,1% do eleitorado consultado. Outros 1,5% dos participantes responderam que ainda não sabem qual postura adotar caso esse duelo se confirme.

Foto: Lula, Flávio, Cury, Renan, Caiado e Zema — reprodução Globo

A sondagem também elaborou outros quatro cruzamentos para averiguar o desempenho do atual presidente contra diferentes adversários em votação direta. Contra Augusto Cury, Lula conquistou 48% das indicações diante de 44% do escritor. No duelo com Ronaldo Caiado, o placar apontou 48,5% para o petista e 44,6% para o representante do PSD. Na hipótese de enfrentar Romeu Zema, o atual mandatário manteve 48,5% frente a 44% do governador do partido Novo. Diante de Renan Santos, o chefe do Executivo alcançou 48%, enquanto o postulante do Missão chegou a 41,3%.

O levantamento espontâneo, no qual os nomes dos candidatos não são mostrados aos participantes no momento da pergunta, repetiu o desenho de empate técnico entre os primeiros colocados. Lula foi mencionado espontaneamente por 31,5% das pessoas, enquanto Flávio Bolsonaro foi lembrado por 30,5% da amostragem. Augusto Cury reuniu 4%, Romeu Zema obteve 3,5%, Ronaldo Caiado somou 3,1% e Renan Santos anotou 1,7%. Os demais concorrentes não passaram de 1% cada. O contingente de pessoas que afirmaram não saber em quem votar marcou 17,5%, ante 26% anotados na testagem anterior, e as opções por nulo, branco ou nenhum somaram 7,5%.

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Avaliação da administração federal e taxas de rejeição mostram divisão no eleitorado

O julgamento popular a respeito da condução do governo federal reflete uma sociedade polarizada de maneira simétrica. O índice de aprovação às ações do presidente Lula ficou em 49%, taxa exatamente igual aos 49% que manifestaram desaprovação em relação aos rumos da gestão. No detalhamento das notas atribuídas pelos participantes, 14% classificaram o governo como ótimo, 21,3% julgaram como bom, 21% indicaram como regular, 12% declararam como ruim e 29% assinalaram o termo péssimo. Uma fatia de 2,9% não soube ou preferiu não responder à classificação solicitada.

No quesito que afere o veto dos votantes aos postulantes, Lula figurou na dianteira com 43,7% de eleitores afirmando que jamais concederiam o voto a ele. Flávio Bolsonaro recebeu a recusa expressa de 41,4% das pessoas consultadas pelo instituto. O estudo também verificou o grau de convicção da população em relação às decisões tomadas: 68,5% dos respondentes asseveraram que a escolha para a urna está consolidada de forma irreversível. Em contrapartida, 31,5% admitiram a possibilidade de alterar sua preferência até o momento da votação oficial.

Ficha técnica e dados de registro oficial da amostragem

  • Contratante e realizador: Canal Meio e instituto Ideia, com custo total declarado de R$ 46.000,00
  • Amostragem: 2.000 eleitores com 16 anos ou mais entrevistados por telefone em território nacional
  • Nível de confiança: 95% de probabilidade estatística com margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais
  • Registro oficial: protocolo BR-08706/2026 formalizado perante o Tribunal Superior Eleitoral

Orientações para o comparecimento às urnas no domingo de votação

Os cidadãos aptos ao voto devem comparecer aos colégios eleitorais no domingo, 4 de outubro de 2026, para participar do primeiro turno do pleito. A votação transcorrerá de maneira unificada das 8h às 17h, sempre orientada pelo fuso horário oficial de Brasília. Para ter acesso à urna eletrônica, a pessoa com título em situação regular necessita exibir documento oficial com fotografia, servindo a carteira de identidade ou o aplicativo do título em dispositivo móvel. Para vencer sem necessidade de nova etapa, um candidato deve atingir mais da metade dos votos válidos computados.

Evolução das intenções de voto e datas da corrida ao Planalto

  • 9 de setembro de 2026: rodada precedente apontou Lula com 38,4% e Flávio Bolsonaro com 37,3% no primeiro turno, além de igualdade em 46% na segunda etapa
  • 25 de setembro de 2026: abertura das entrevistas telefônicas com o público eleitoral de diversas regiões
  • 28 de setembro de 2026: conclusão da aplicação presencial e remota das 2.000 consultas previstas no plano amostral
  • 30 de setembro de 2026: publicação oficial do relatório contendo as medições finalizadas às 04h00
  • 4 de outubro de 2026: realização do primeiro turno de votação em todas as cidades e seções eleitorais

Os comitês de campanha aproveitam o período derradeiro de propaganda para intensificar as viagens e os atos públicos com apoiadores. A manifestação das urnas no domingo definirá se haverá consagração de um vencedor na rodada inicial ou se a disputa seguirá aberta para uma nova votação direta.