O empresário Rafael Alexandre Régis, de 36 anos, foi executado a tiros na quarta-feira (30), no bairro Pedra Branca, em Palhoça, na Grande Florianópolis. A dupla armada aguardou o momento em que a vítima acomodou a filha dentro do automóvel da família para realizar o ataque, cometido na presença da criança e da esposa do empresário.
Os disparos atingiram a vítima por volta das 13h20 na Rua dos Biguás, área residencial do município. A Polícia Civil de Santa Catarina informou que “não serão repassados mais detalhes por ora” sobre a linha de apuração adotada, mantendo o caso sob sigilo para não comprometer a identificação dos autores.
Emboscada na Rua dos Biguás registrada por câmeras
Segundo os registros da Polícia Militar, dois homens encapuzados permaneceram estacionados em um veículo de cor branca monitorando a movimentação da vítima. Assim que o empresário terminou de colocar a filha no banco do carro, os suspeitos desembarcaram portando armas de fogo, incluindo fuzil e pistola. Testemunhas relataram barulho intenso de disparos e gritos no local imediatamente antes de os criminosos entrarem novamente no automóvel e fugirem da cena do crime.
A ação violenta ocorreu em plena luz do dia em uma via movimentada do bairro Pedra Branca, gerando comoção entre moradores da região que acompanharam os desdobramentos logo após os tiros. A esposa e a filha de Rafael Alexandre Régis não foram feridas pelos projéteis, mas presenciaram toda a dinâmica da abordagem e o socorro prestado no local.
Fuga dos atiradores e abandono de 2 veículos em São José
Após a execução no bairro Pedra Branca, a dupla armada iniciou uma rota de fuga em direção ao município vizinho de São José. Durante o trajeto, os executores adotaram uma estratégia de troca de automóveis para despistar o trabalho de rastreamento das forças de segurança que atuavam na ocorrência.
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- Primeiro automóvel: veículo branco usado na abordagem inicial na Rua dos Biguás, abandonado no bairro Sertão do Imaruim, em São José
- Segundo automóvel: veículo utilizado na sequência da fuga pelos suspeitos, localizado e apreendido pelas forças policiais no bairro Jardim Solemar, em São José
- Armamento empregado: armas de grosso calibre, com identificação preliminar do uso simultâneo de pistola e fuzil na execução
- Data e horário do crime: quarta-feira, 30 de setembro de 2026, às 13h20
- Despedida da vítima: velório e cerimônia de despedida realizados na quinta-feira (1), no Crematório Catarinense, em Palhoça
As equipes policiais localizaram e apreenderam os dois automóveis utilizados pelos criminosos nos bairros de São José. A perícia técnica foi acionada para coletar impressões digitais e vestígios materiais que possam auxiliar na identificação dos ocupantes dos veículos, mas nenhuma prisão havia sido efetuada pelas forças de segurança até esta sexta-feira (2).
Atuação empresarial de Rafael Alexandre Régis em Santa Catarina
Rafael Alexandre Régis atuava no setor corporativo catarinense como sócio-administrador da empresa RR Gestão e Serviços, cujo capital social declarado é de R$ 900.000,00. O empreendimento tem como foco principal de mercado a locação de máquinas e equipamentos comerciais e industriais. O empresário figurava formalmente como titular de duas pessoas jurídicas ativas no estado de Santa Catarina.
Amigos e familiares prestaram homenagens durante o velório realizado na manhã de quinta-feira (1), destacando o vínculo do empresário com tradições locais e eventos de rodeio na região da Grande Florianópolis. Manifestações públicas de solidariedade foram direcionadas à esposa e à filha, que estavam no centro da ocorrência no momento em que os atiradores abriram fogo contra o veículo da família.
Delegacia de Homicídios de Palhoça apura autoria e motivação
O inquérito policial para apurar a execução está sob a responsabilidade direta da Delegacia de Homicídios de Palhoça. Os policiais civis analisam imagens de circuitos de monitoramento de residências e comércios instalados ao longo da Rua dos Biguás, além de traçarem a rota percorrida pelos suspeitos entre Palhoça e São José.
A motivação do assassinato e a identidade da dupla encapuzada ainda não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades de segurança pública. Os investigadores continuam ouvindo depoimentos de testemunhas e aguardam laudos periciais nos veículos apreendidos para avançar na identificação dos mandantes e executores do homicídio.
