A estudante Mariana Queiroz de Carvalho, de 10 anos, permanece desaparecida após sair da residência da família rumo à escola no bairro Ipiranga, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Quatro dias após o sumiço da menina, a mãe da criança colocou fogo na própria residência durante uma crise de desespero e o imóvel precisou ser interditado.
O caso mobiliza equipes da Polícia Civil e da Fundação para a Infância e Adolescência, que emitiu alerta com a imagem da estudante. Em gravação de áudio compartilhada após o fogo na casa, a mãe admitiu ter iniciado as chamas: “Foi eu que taquei fogo, não foi ninguém, gente, foi eu, a mãe”.
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O que se sabe sobre o desaparecimento de Mariana Queiroz de Carvalho?
A criança saiu de casa por volta das 12h de quinta-feira, 1 de outubro de 2026, com destino ao Colégio Municipal Chaer Kazen Kalaoun. Mariana vestia o uniforme escolar, levava uma mochila lilás e estava com os cabelos presos em uma trança comprida, mas não chegou à unidade de ensino. A ausência da estudante só foi descoberta por volta das 16h, quando o irmão mais velho compareceu ao portão da escola para buscá-la e os funcionários informaram que ela não havia entrado para as aulas.
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O trajeto percorrido pela menina tem menos de 1 quilômetro de extensão, mas apresenta trechos com obras, terrenos desocupados e poucas câmeras de monitoramento instaladas. A família relatou que a criança não possuía o costume de andar sozinha pelas ruas por ter medo e que habitualmente fazia o percurso acompanhada do irmão mais velho, de 15 anos. Naquela quinta-feira, contudo, o adolescente teve os três períodos escolares completos e saiu mais tarde do colégio onde estuda.
Antes do incêndio no imóvel, a mãe relatou o diálogo que teve com Mariana antes da partida da filha: “O meu filho de 15 anos sempre leva e busca ela, mas nesse dia ele saiu mais tarde da escola porque teve os três tempos de aula completos. E ela falou assim: ‘mãe, não ir pra escola hoje não’. Eu falei: ‘filha, você tem que ir pra escola, mas a mãe tá muito cansada para te levar’. Eu passo mal. Eu tenho glicose, pressão alta, eu passo mal, eu caio no meio da rua”.
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Registro oficial e dados apurados sobre Mariana Queiroz de Carvalho
- Data e horário do sumiço: quinta-feira, 1 de outubro de 2026, por volta das 12h
- Local da saída: residência da família no bairro Ipiranga, em Nova Iguaçu
- Destino previsto: Colégio Municipal Chaer Kazen Kalaoun, a menos de 1 quilômetro
- Registro policial: procedimento 056-07418/2026 na 56ª Delegacia de Polícia (Comendador Soares)
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Incêndio na casa da família de Mariana Queiroz em Nova Iguaçu
Na segunda-feira (5), a mãe sofreu um surto emocional motivado pela ausência da menina e ateou fogo aos cômodos do imóvel da família. Militares do Corpo de Bombeiros foram chamados para controlar o incêndio na residência, e técnicos da Defesa Civil municipal compareceram ao local logo em seguida para realizar uma vistoria estrutural, que resultou na interdição completa do prédio. Dias antes, desesperada com o sumiço, a mulher havia declarado: “Eu só quero a minha filha, se a minha filha morrer eu morro, não vou aguentar essa dor não”.
Até esta terça-feira (6), os agentes da Polícia Civil não localizaram o paradeiro da estudante e não confirmaram se houve aproximação de pessoas suspeitas durante o trajeto. As autoridades não informaram se a mãe responderá a procedimento específico pela queima da propriedade, enquanto as equipes policiais continuam as diligências pela região para tentar encontrar a criança.
