EUA barram Microsoft e Big Techs de contratar estrangeiros via visto que leva ao green card

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vice-presidente JD Vance, - Joshua Sukoff/Shutterstock.com

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos suspendeu a Microsoft, a Adobe e outras seis companhias de tecnologia e consultoria de TI do programa federal de certificação de trabalho permanente (PERM), congelando novos pedidos e análises pendentes para a concessão de green cards. A determinação foi anunciada durante pronunciamento oficial na Casa Branca, em Washington, D.C., acompanhada da abertura de inquéritos federais contra nove universidades de ponta do país por suspeitas de irregularidades migratórias.

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, justificou a intervenção governamental acusando as corporações de dispensar profissionais locais para contratar mão de obra estrangeira remunerada com valores abaixo da média. “Nossa mensagem para a Microsoft é: vocês são uma grande empresa americana, mas precisam contratar grandes trabalhadores americanos”, afirmou Vance, em tradução livre, durante a divulgação das medidas.

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Empresas atingidas e o funcionamento do programa PERM

O programa PERM exige comprovação formal de que o empregador não encontrou trabalhadores norte-americanos qualificados e disponíveis no mercado local antes de patrocinar o pedido de residência permanente para um profissional estrangeiro. A determinação do governo norte-americano atingiu companhias responsáveis por um grande volume de requisições migratórias corporativas nas últimas décadas. Ao todo, oito organizações corporativas tiveram as operações no programa paralisadas pela pasta do Trabalho:

  • Microsoft
  • Adobe
  • Cognizant
  • Infosys
  • Tata Consultancy Services (TCS)
  • Wipro
  • HCL Technologies
  • Capgemini

Segundo o secretário do Trabalho dos Estados Unidos, Keith Sonderling, a administração federal barrou qualquer movimentação nos registros das empresas listadas. “Não aceitaremos nenhum novo pedido nem processaremos pedidos pendentes de certificação de trabalho permanente envolvendo essas empresas”, declarou Sonderling, em tradução livre. Levantamentos federais apontam que as oito companhias investigadas solicitaram conjuntamente quase 3 milhões de trabalhadores estrangeiros e obtiveram mais de 230.000 vistos H-1B aprovados desde 2009.

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Microsoft demitiu 6.000 funcionários e ampliou contratações estrangeiras

A força-tarefa governamental destacou os dados da Microsoft para fundamentar a restrição administrativa, classificando a empresa como a principal infratora das normas vigentes de contratação. JD Vance apontou que a companhia demitiu 6.000 trabalhadores norte-americanos ao longo de 2025 e, no mesmo período, obteve 6.300 vistos de trabalho temporário H-1B e patrocinou 3.000 autorizações de residência permanente via green card. “Você não pode demitir trabalhadores americanos e depois substituí-los por servos contratados estrangeiros”, disse o vice-presidente, em tradução livre.

Em contrapartida ao posicionamento da administração Donald Trump, o setor de tecnologia e serviços de computação argumenta historicamente que depende desses mecanismos de imigração para suprir o déficit crônico de mão de obra altamente qualificada em áreas como engenharia de software e inteligência artificial no mercado interno norte-americano.

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Universidades sob apuração por uso indevido do visto J-1

A ofensiva federal também mirou o ambiente acadêmico com a expedição de intimações para nove instituições universitárias de prestígio, entre as quais estão Harvard, Yale, Stanford, Brown e MIT. A apuração conduzida pelo governo apura se essas entidades utilizaram indevidamente os vistos de intercâmbio J-1 para baratear custos operacionais com pesquisadores e estudantes internacionais em prejuízo de pesquisadores norte-americanos.

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O inspetor-geral do Departamento do Trabalho dos EUA, Anthony D’Esposito, criticou a conduta sob investigação. “Se uma universidade americana está violando a lei para economizar 1 dólar enquanto expõe a pesquisa americana a um adversário estrangeiro, isso não é excelência acadêmica. É traição institucional”, declarou D’Esposito, em tradução livre, ao lado do procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche.

A duração exata do bloqueio administrativo imposto às oito empresas de tecnologia não foi informada pelo governo norte-americano, que comunicou apenas que a suspensão sobre o programa PERM permanecerá em vigor até a conclusão das investigações conduzidas pelas autoridades federais.