A ilha escocesa de Eilean Righ entrou no mercado imobiliário internacional com preço inicial de 6,5 milhões de libras esterlinas, equivalente a 8,5 milhões de dólares. A propriedade de 105 hectares fica situada na enseada de Loch Craignish, na costa oeste da Escócia, e atrai compradores em busca de isolamento sem vizinhos humanos.
Sem moradores fixos no momento, a ilha abriga rebanhos com mais de 100 ovelhas e cabras-monteses, além de fauna nativa com lontras, focas e águias. A comercialização internacional ocorre por meio da consultoria Knight Frank e da plataforma Private Islands Inc. No memorial descritivo, a corretora registrou que “a Eilean Righ também foi concedida a honra única de hastear a bandeira imperial chinesa, permissão dada pessoalmente pelo imperador”, em tradução livre.
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Infraestrutura residencial e acessos da ilha de Eilean Righ
A infraestrutura construída no território inclui duas residências reformadas que totalizam sete quartos e cinco banheiros, distribuídos entre uma casa principal instalada em antiga cocheira e uma casa de hóspedes secundária. Para garantir autonomia completa, a ilha conta com fornecimento de energia elétrica trifásica ligada ao continente por cabo submarino, poço profundo de água doce com reservatório de 5 mil litros, internet por satélite Starlink e um hangar de 464 metros quadrados para helicópteros, conectado à residência principal por uma passarela iluminada de 250 metros.
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- Área territorial total: 261 acres (aproximadamente 105,6 hectares)
- Distância marítima até a vila de Ardfern: 300 metros
- Tempo estimado de voo até o Aeroporto Internacional de Glasgow: 20 minutos
- Preço inicial listado no Reino Unido: 6,5 milhões de libras esterlinas
Passado imperial e fortificações em Eilean Righ
O território preserva vestígios arqueológicos de duas fortificações muradas da Idade do Ferro e carrega um nome que significa Ilha do Rei em língua gaélica escocesa. Na década de 1930, a área foi adquirida por Sir Reginald Fleming Johnston, acadêmico e diplomata britânico que ganhou notoriedade internacional como tutor de Puyi, o último soberano da dinastia Qing na China. Ao se aposentar e fixar residência no local, Johnston construiu templos e jardins de inspiração chinesa, mantendo trajes e símbolos presenteados pelo imperador.
Nos anos 2000, o local pertenceu ao operador financeiro Christian Siva-Jothy, ex-executivo do banco Goldman Sachs, que realizou melhorias elétricas antes de reformas recentes que superaram 1 milhão de euros. A identidade dos proprietários que desocuparam recentemente as instalações e colocaram o imóvel à venda não foi divulgada pelas imobiliárias.
