O assassinato do jogador Daniel Corrêa Freitas é tema do 16º episódio da série História do Crime, lançado nesta sexta-feira (9) no aplicativo GloboPop. A produção reconstitui os passos do crime ocorrido em outubro de 2018 na Região Metropolitana de Curitiba, reunindo as etapas da investigação policial e o andamento das decisões judiciais sobre os réus envolvidos na morte do atleta.
Na época do crime, Daniel Corrêa Freitas tinha 24 anos, mantinha contrato com o São Paulo Futebol Clube e atuava por empréstimo no São Bento, além de registrar passagens por Botafogo, Coritiba, Ponte Preta e Cruzeiro. O promotor João Milton Salles, do Ministério Público do Paraná, definiu o autor confesso do assassinato como “uma pessoa extremamente cruel e inconsequente” durante a atuação da promotoria ao longo do processo criminal.
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Como ocorreu o crime contra o jogador Daniel em 2018?
Os fatos começaram na noite de 26 de outubro de 2018, quando o atleta esteve na festa de 18 anos de Allana Emilly Brittes em uma casa noturna em Curitiba. Na manhã de 27 de outubro de 2018, a comemoração continuou na residência dos pais da jovem, o empresário Edison Luiz Brittes Júnior e Cristiana Rodrigues Brittes, situada em São José dos Pinhais, onde Daniel foi severamente agredido após ser flagrado no quarto do casal.
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Edison Brittes confessou ter atacado o jogador a facadas sob a justificativa de que Daniel tentava cometer abuso sexual contra Cristiana Brittes, tese que foi rechaçada pelas apurações da Polícia Civil. A apuração policial apontou que três homens participaram dos espancamentos na residência: Eduardo Henrique Silva, Ygor King e David Willian da Silva. A perícia técnica comprovou que a vítima foi levada ainda viva no porta-malas de um carro até uma área de mata na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, onde o corpo acabou encontrado com ferimentos graves.
As equipes de investigação constataram também que os moradores da casa limparam manchas de sangue no imóvel com produtos químicos para eliminar vestígios e tentaram alinhar relatos com convidados para coagir testemunhas e desviar as apurações policiais.
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Detalhes do processo e decisões judiciais do caso Daniel
- Data da morte da vítima: 27 de outubro de 2018
- Local do crime: Residência em São José dos Pinhais e área de mata na Colônia Mergulhão
- Pena aplicada ao autor confesso: 42 anos, 5 meses e 24 dias de reclusão em regime fechado
- Total de denunciados na ação penal: 7 pessoas apontadas pelo Ministério Público do Paraná
- Órgãos judiciais responsáveis: Tribunal do Júri de São José dos Pinhais e Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
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Tribunal do Júri e recurso no TJPR fixam pena de Edison Brittes
O processo envolveu inicialmente sete pessoas denunciadas pelo Ministério Público do Paraná. Em 20 de março de 2024, o juiz de direito Thiago Flores Carvalho presidiu a sessão do Tribunal do Júri de São José dos Pinhais que condenou Edison Luiz Brittes Júnior por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menores e coação no curso do processo, estabelecendo a pena de 42 anos, 5 meses e 24 dias de reclusão.
Em sessão de julgamento realizada em 11 de junho de 2026, os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná apreciaram as apelações das defesas e da acusação. O colegiado confirmou integralmente a condenação de 42 anos de prisão imposta a Edison Brittes, manteve as absolvições concedidas aos demais acusados de envolvimento nas agressões físicas e declarou extinta a punibilidade de Allana Brittes diante da prescrição dos crimes a ela atribuídos, benefício concedido em razão de a jovem ter menos de 21 anos na data do homicídio.
