Esquema de furto de Toyota Hilux termina com sete presos pela Polícia Civil

Polícia civil

Polícia civil - Thales Antonio/ Istockphoto.com

A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou um esquema criminoso especializado em subtrair e clonar caminhonetes Toyota Hilux e SW4 em Brasília. A ação policial resultou na prisão de sete suspeitos e na apreensão de materiais utilizados para adulterar os sinais identificadores dos utilitários esportivos e de carga levados para a zona rural de Goiás.

A ofensiva mobilizou agentes da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais com o apoio de equipes goianas para desmantelar a rede de repasse ilegal. “Nós tínhamos os responsáveis pela abertura das caminhonetes e ignição delas. Nós tínhamos as pessoas responsáveis pela locação dos veículos utilizados como apoio operacional na prática criminosa”, afirmou Fabio Souza, delegado e diretor da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos da Polícia Civil do Distrito Federal.

Como funcionava o esquema de desvio dos veículos para Goiás?

Foto: Toyota Hilux 2027 – Divulgação

Os investigados utilizavam equipamentos eletrônicos para burlar o sistema de alarme das caminhonetes de luxo e codificar chaves novas no próprio local do crime, permitindo a ignição sem necessidade de chaves originais. Em seguida, os utilitários seguiam para locais de ocultação temporária no Distrito Federal, procedimento chamado pelos criminosos de esfriamento, no qual verificavam a existência de rastreadores e equipamentos de monitoramento veicular.

Com as identificações de chassi e placas adulteradas, os carros seguiam viagem até o estado vizinho, onde eram entregues a receptadores atuantes no agronegócio. De acordo com as apurações, as caminhonetes acabavam repassadas a intermediários no interior goiano por valores bastante inferiores aos de tabela, girando em torno de R$ 20 mil por unidade, ou eram trocadas por carregamentos de entorpecentes.

Saiba mais: Ford Ranger supera Toyota Hilux e retoma liderança em setembro

Liderança e distribuição de tarefas na organização criminosa

As investigações apontam que Anderson Rodrigues comandava a estrutura, ficando responsável direto pelo planejamento das ações, arrombamento eletrônico dos sistemas de segurança da montadora e destinação das caminhonetes após os crimes. Sua namorada, Andresa Tayna, tinha a função de alugar automóveis para dar suporte aos comparsas nas ruas do Distrito Federal e disponibilizar contas bancárias para circular valores obtidos com as vendas ilícitas.

Veja também: Kia Tasman GL enfrenta Hilux e Ranger em teste de picapes

O casal foi preso durante a ofensiva, que identificou uma divisão empresarial de tarefas dividida entre executores mecânicos, operadores logísticos e receptadores finais. Três investigados com mandados de prisão expedidos pela Justiça continuam foragidos, e a corporação mantém diligências para localizar esses indivíduos e mapear todas as fazendas que receberam as caminhonetes subtraídas.

Números e modelos investigados na Operação Rota 060

  • Modelos visados: Toyota Hilux e Toyota SW4
  • Furtos consumados apurados: 11 ocorrências entre julho de 2025 e agosto de 2026
  • Mandados judiciais expedidos: 20 decisões judiciais, sendo 10 de prisão e 10 de busca e apreensão
  • Prisões efetuadas: 7 mandados cumpridos e 3 investigados foragidos
  • Valor estimado de revenda clandestina: cerca de R$ 20.000,00 por veículo
  • Data de deflagração da ação: quinta-feira, 8 de outubro de 2026
  • Local das diligências: Distrito Federal e cidades do interior de Goiás

Continue lendo: Hilux elétrica da Toyota resiste ao impacto de trailer de 760 kg

Antecedentes policiais e histórico de furtos de caminhonetes

O aprofundamento das apurações ocorreu a partir de uma ação registrada no sábado, 8 de agosto de 2026, quando policiais prenderam em flagrante três suspeitos que tentavam levar uma Toyota Hilux nas proximidades de um condomínio residencial no Guará. Anderson Rodrigues estava entre os detidos na ocasião, mas acabou colocado em liberdade provisória durante a realização da audiência de custódia na data posterior.

No início de 2026, a polícia realizou outra investigação de grande porte voltada a conter o furto desses mesmos modelos de caminhonete, operação que envolveu o cumprimento de 110 mandados judiciais. Os investigadores concluíram que, embora atuassem com modo de operação e alvos similares, as duas organizações operavam sem qualquer vínculo direto de comando.

As autoridades policiais trabalham agora na identificação de outros possíveis receptadores que tenham adquirido os veículos furtados e na análise dos materiais apreendidos nos endereços vistoriados durante a operação.