Príncipe William afasta reconciliação com Harry e recusa tributo de 30 anos de Diana

Principe William e Princesa Kate - Reprodução/X/Twitter/ensingtonRoyal

Principe William e Princesa Kate - Reprodução/X/Twitter/ensingtonRoyal

O apresentador britânico Piers Morgan declarou que o príncipe William descarta qualquer possibilidade de reaproximação com o príncipe Harry devido a uma profunda irritação com as atitudes do irmão caçula. A ausência de diálogo inviabilizou os planos para a gravação de um documentário conjunto em memória da princesa Diana, cuja morte em Paris completa 30 anos no dia 31 de agosto de 2027.

Durante entrevista concedida na segunda-feira (5), Morgan afirmou que os filhos do rei Charles III não mantêm contato há vários anos. Segundo o comunicador, a sequência de revelações feitas pelo duque de Sussex em livros, produções para serviços de streaming e entrevistas em áudio fez com que o príncipe de Gales abandonasse qualquer intenção de aproximação.

Na avaliação exposta pelo jornalista, William sentiu-se ultrajado pelas críticas públicas direcionadas aos integrantes da realeza britânica. Os questionamentos envolvendo a princesa de Gales Catherine Middleton, a rainha Camilla e o rei Charles III tornaram a ruptura entre os dois membros da corte praticamente irreversível.

Herdeiro do trono britânico rejeita participações em documentários memoriais

Diante da intenção de conter novos atritos com o irmão, o herdeiro da coroa tomou a decisão de recusar convites para participar ou produzir projetos audiovisuais sobre a trajetória de Diana. Pessoas próximas ao príncipe de Gales relataram que ele vivenciará o marco de três décadas de forma reservada, considerando que seus pronunciamentos oficiais sobre o falecimento materno se encerraram nas homenagens de 2017.

Foto: Príncipe Harry – Reprodução/YouTube

Confira também: Príncipe William recusa documentários sobre Diana para evitar atrito

Durante a exibição da produção Diana, Our Mother: Her Life and Legacy, veiculada em 24 de julho de 2017, William comunicou formalmente que não faria novos depoimentos públicos a respeito do tema. O especial representou a derradeira ocasião em que os dois irmãos relembraram juntos a tragédia vivenciada quando tinham 15 e 12 anos de idade.

O Palácio de Kensington, responsável pela comunicação oficial dos príncipes de Gales, manteve a postura de não divulgar declarações sobre os memoriais da princesa ou as divergências familiares. A assessoria da realeza optou por não comentar as declarações dadas por Piers Morgan

à imprensa norte-americana.

Duque de Sussex avalia homenagem própria e consulta pessoas ligadas à mãe

Nos Estados Unidos, Harry avalia alternativas para celebrar a memória materna de forma independente e iniciou contatos com amigos históricos e parentes de Diana para estruturar projetos próprios voltados a 2027. A Fundação Archewell, responsável pela administração das iniciativas do duque e da duquesa de Sussex, ainda não anunciou acordos formais de produção para a data.

Acompanhe: Príncipe William apoia destaque de Kate Middleton e evita rivalidade

Em sua autobiografia Spare, publicada em 2023, Harry detalhou os impactos psicológicos sofridos durante as cerimônias de despedida da mãe, embora tenha manifestado abertura para reconciliação em entrevistas durante o ano de 2025. O distanciamento persistente entre os príncipes ocorre enquanto o rei Charles III segue em tratamento contra o câncer, fator que mantém atenção contínua sobre a rotina da monarquia.

Datas marcantes do distanciamento público entre os príncipes britânicos

  • 31 de agosto de 1997: falecimento da princesa Diana aos 36 anos após colisão de carro na capital francesa.
  • 24 de julho de 2017: transmissão do último documentário televisivo com declarações conjuntas concedidas pelos dois irmãos.
  • 19 de setembro de 2022: cerimônia do funeral de Estado da rainha Elizabeth II marca a última aparição pública de interação entre William e Harry.
  • 31 de agosto de 2027: trigésimo aniversário da morte de Diana, período em que William prevê apenas tributos de ordem privada.

A publicação de um livro de memórias pelo conde Charles Spencer, irmão de Diana, trouxe menções desfavoráveis ao monarca e elevou o nível de tensão na corte. A série de relatos editoriais e exposições públicas reforçou a determinação de William em não dividir iniciativas memoriais com Harry.

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