A especialista em sexualidade Regina Racco publicou uma análise sobre os fatores emocionais que levam pessoas acostumadas à instabilidade afetiva a sentirem tédio em relacionamentos saudáveis. O texto saiu no blog Sexo e Afins, do jornal Extra, no Rio de Janeiro, às 07:43 desta sexta-feira (9).
Na avaliação da escritora, a rotina marcada por imprevisibilidade, ciúmes e reconciliações dramáticas costuma ativar reações de ansiedade e alívio temporário que muitos indivíduos associam de forma equivocada à intensidade da paixão. “Talvez não esteja faltando amor. Talvez esteja faltando justamente a confusão que você aprendeu a chamar de paixão”, declarou Regina Racco.
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Regina Racco detalha o ciclo de ansiedade na rotina afetiva
A autora sustenta que a alternância contínua entre insegurança e recompensa produz uma carga emocional desmedida na mente de quem vivencia uniões turbulentas. Quando uma pessoa demora a responder mensagens e reaparece de maneira afetuosa após períodos de ausência, o alívio gerado por essa reaproximação passa a ser interpretado como prova de sentimento profundo, embora represente apenas a suspensão temporária do medo de abandono.
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“Nem todas as famosas borboletas no estômago anunciam um grande amor. Algumas são apenas ansiedade usando asas para parecer romântica”, afirmou Regina Racco na publicação. O texto ressalta que pensar ininterruptamente em alguém reflete com frequência o temor da ausência do outro no dia seguinte, uma vez que cenários incertos ocupam espaço excessivo na cabeça de quem espera desfechos inesperados.
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Diferença entre estabilidade e abandono emocional nas relações
O artigo publicado em 9 de outubro de 2026 estabelece uma divisão clara entre a tranquilidade de uma parceria madura e o esfriamento da convivência a dois. A especialista pontua que a estabilidade não anula o desejo, a curiosidade mútua, as conversas diárias nem o carinho, ao contrário de uniões estagnadas em que os parceiros deixam de manter contato físico e de construir projetos em conjunto.
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De acordo com a reflexão, casais seguros conseguem alinhar divergências sem colocar em risco a permanência do vínculo afetivo, enquanto relações problemáticas dependem de atritos constantes para simular vitalidade. “Uma relação sem vida produz solidão, desinteresse e distância. Uma relação segura oferece liberdade para ser quem somos sem a sensação permanente de que qualquer palavra errada provocará abandono, castigo ou silêncio”, explicou a escritora.
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Pilares da convivência segura destacados por Regina Racco
A publicação no jornal Extra aponta contrastes práticos entre a conduta de quem preza pela estabilidade e os hábitos desenvolvidos durante convivências possessivas ou controladoras:
- Cumprimento de acordos diários, retorno de ligações e presença confirmada sem exigência de interpretação de sinais ocultos
- Ausência de fiscalização sobre roupas, amizades e histórico de mensagens em aparelhos celulares
- Capacidade de dialogar sobre problemas sem recorrer a sumiços prolongados ou ameaças de rompimento
- Manutenção de carinho e afeto sem cobrança de contrapartidas imediatas ou disputas de poder
Trajetória de Regina Racco e expansão temática do blog
Regina Racco atua como fisioterapeuta, escritora e especialista em sexualidade, conduzindo orientações sobre comportamento íntimo tanto em seus livros quanto no canal Regina Livre no YouTube. O espaço Sexo e Afins passou a integrar a cobertura digital do jornal Extra com foco na discussão de saúde íntima, comportamento e relações interpessoais, buscando examinar comportamentos cotidianos sob a ótica da convivência e do equilíbrio emocional.
