O Samsung Galaxy A57 registrou a melhor relação entre custo e benefício em teste comparativo de celulares intermediários realizado no Brasil nesta sexta-feira (9). A avaliação técnica analisou cinco aparelhos comercializados no país e constatou uma dispersão expressiva de valores na categoria, reflexo direto do encarecimento de peças voltadas ao processamento local de recursos inteligentes.
O levantamento apontou o modelo da fabricante sul-coreana como a opção mais equilibrada por combinar agilidade nas tarefas cotidianas e faixa de preço estabelecida entre R$ 2.100 e R$ 2.400 no varejo nacional. “Escolher um celular Android intermediário é tarefa difícil em 2026 – e é tudo culpa da inteligência artificial”, afirmou o jornalista especializado Henrique Martin, autor do comparativo.
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Qual celular intermediário tem o melhor custo-benefício em 2026?
A definição do Samsung Galaxy A57 na primeira colocação ocorreu pelo conjunto de recursos equilibrados com o valor cobrado nas lojas físicas e virtuais. O smartphone utiliza o processador Exynos 1680, desenvolvido pela própria marca, traz 8 GB de memória RAM e tela de 6,7 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz. No quesito ergonômico, o modelo registrou o menor peso entre todos os concorrentes da seleção, marcando 179 gramas na balança, além de apresentar espessura de 6,9 milímetros e acabamento traseiro azul com lentes alinhadas verticalmente.
O teste de rendimento geral e gráfico colocou o Motorola Edge 70 Pro como a segunda melhor opção de compra, sendo classificado como o smartphone mais potente e completo de todo o grupo analisado. Equipado com chip MediaTek Dimensity 8500 Extreme e 12 GB de memória RAM, o dispositivo da Motorola foi o único a oferecer essa capacidade de memória no lote, além de trazer painel de 6,8 polegadas com taxa de atualização de 144 Hz e corpo com espessura de 5,95 milímetros. O aparelho foi lançado em maio por R$ 4.499 e recuou para a faixa de R$ 3.200 no início de outubro de 2026.
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Motorola Edge 70 Pro lidera potência e Jovi V70 atinge 27 horas de bateria
A medição de autonomia revelou diferenças expressivas no consumo energético dos componentes de cada fabricante, mesmo em aparelhos equipados com acumuladores idênticos. O Jovi V70 alcançou o topo da durabilidade ao atingir 27h15 ininterruptas de funcionamento antes de atingir o limite de corte de 20% de carga. O modelo possui tanque de 7.000 mAh e traz câmera traseira com sensor de 200 megapixels, mas apresentou rendimento gráfico inferior ao dos principais rivais nos testes de estresse com jogos e vídeos de alta resolução.
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Com a mesma capacidade de 7.000 mAh de bateria, o Realme 16 alcançou 19h39 de uso, estabelecendo uma defasagem superior a sete horas em relação ao concorrente da Jovi. O Galaxy A57, com tanque menor de 5.000 mAh, permaneceu ligado por 17h32, superando por pequena margem o Motorola Edge 70 Pro e o Oppo Reno 16, que registraram empate técnico com duração de 16h47 longe das tomadas. Na área de captação de imagens, Edge 70 Pro e Reno 16 apresentaram arranjo triplo com sensores de 50 MP nas lentes principal, grande-angular e telefoto, enquanto o Galaxy A57 reuniu sensores de 50 MP, 12 MP e 5 MP.
Preços sobem até R$ 7.000 com a corrida pela inteligência artificial em 2026
Em 2025, os celulares intermediários eram comercializados no mercado brasileiro com teto de preços fixado em até R$ 3.000. A partir de 2026, a disputa industrial por processadores avançados e módulos mais densos de memória RAM voltados a funções de inteligência artificial gerou uma pressão inflacionária na cadeia de suprimentos, estendendo a faixa dessa categoria para valores entre R$ 2.000 e R$ 7.000. Essa elevação fez com que modelos intermediários avançados passassem a custar o mesmo ou mais do que aparelhos topo de linha de safras anteriores ainda disponíveis nas lojas, a exemplo do iPhone 16 e do Galaxy S25, comumente encontrados por cifras inferiores a R$ 4.500.
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O caso mais evidente desse teto inflacionado foi registrado no Oppo Reno 16, comercializado com preço oficial de R$ 6.999 e encontrado entre R$ 5.000 e R$ 7.000 na internet. Apesar de trazer acabamento compacto com tela de 6,3 polegadas e chip Qualcomm Snapdragon 7 Gen 4, o aparelho recebeu avaliação desfavorável em viabilidade econômica diante do custo elevado para a ficha técnica intermediária. Para a realização dos testes práticos de velocidade e renderização gráfica, os técnicos utilizaram os softwares PC Mark, 3D Mark e GeekBench 7 sob rotinas padronizadas de simulação.
Dados técnicos e valores dos cinco celulares intermediários avaliados
- Samsung Galaxy A57: preço entre R$ 2.100 e R$ 2.400, processador Exynos 1680, 8 GB de RAM, bateria de 5.000 mAh e autonomia de 17h32.
- Motorola Edge 70 Pro: preço de R$ 3.200 a R$ 4.500, processador Dimensity 8500 Extreme, 12 GB de RAM, tela de 144 Hz e autonomia de 16h47.
- Jovi V70: preço na faixa de R$ 3.000, processador Dimensity 7360 Turbo, câmera de 200 MP, bateria de 7.000 mAh e autonomia de 27h15.
- Realme 16: preço de R$ 2.400, processador Dimensity 6400 Turbo, bateria de 7.000 mAh e autonomia de 19h39.
- Oppo Reno 16: preço entre R$ 5.000 e R$ 7.000, processador Snapdragon 7 Gen 4, tela de 6,32 polegadas e autonomia de 16h47.
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A fabricante Xiaomi também foi convidada formalmente para integrar a bateria de testes com o envio do aparelho Redmi Note 17 Pro Max, mas optou por não ceder o smartphone para o comparativo independente.
