Trump cria conselho científico para avaliar registros de OVNIs

OVNIS, UFO, Nave espacial Foto: OVNIS, UFO, Nave espacial - Ursatii/shutterstock.com

O governo de Donald Trump estabeleceu em Washington, nos Estados Unidos, um conselho consultivo científico civil sobre fenômenos anômalos não identificados, conhecidos pela sigla UAPs ou OVNIs. A iniciativa colocou o astrofísico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, na presidência do grupo encarregado de examinar registros governamentais e militares que perderam o sigilo ao longo deste ano.

A criação do UAP Science Advisory Council ocorre após a Casa Branca autorizar a liberação de documentos oficiais sobre incidentes aéreos inexplicados. “Mesmo que uma em um milhão seja de origem tecnológica extraterrestre, seria a maior descoberta já feita pela humanidade no contexto da ciência”, afirmou Avi Loeb ao justificar os trabalhos analíticos do comitê independente.

Quem são os integrantes do conselho consultivo de OVNIs?

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Foto: Trump – Joshua Sukoff / Shutterstock.com

O grupo científico reúne pesquisadores com visões antagônicas sobre a existência de tecnologia biológica ou artificial extraterrestre. A composição do colegiado busca mesclar defensores de investigações profundas e analistas de linha cética convocados para confrontar os relatórios.

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  • Avi Loeb: astrofísico da Universidade de Harvard e presidente do comitê.
  • Tim Gallaudet: contra-almirante aposentado da Marinha dos Estados Unidos e oceanógrafo.
  • Garry Nolan: professor de patologia da Universidade de Stanford.
  • Michael Shermer: historiador da ciência e fundador da revista Skeptic, responsável pela atuação cética.
  • Peter Skafish: antropólogo cultural e cofundador da Sol Foundation.
  • Jennice Vilhauer: psicóloga quantitativa.

A atuação da equipe enfrenta restrições estruturais de acesso. Como a maioria dos membros do conselho científico não possui credenciamento de segurança de Estado emitido pelas Forças Armadas, os especialistas não têm autorização legal para inspecionar registros confidenciais e dependem exclusivamente do material tornado público pelos órgãos federais.

Pentágono contesta utilidade do painel sobre fenômenos aéreos

A formação do colegiado civil gerou forte oposição de antigos responsáveis pela apuração de incidentes aéreos no Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Sean Kirkpatrick, que chefiou o Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO), órgão do Pentágono encarregado de investigar relatos militares, desclassificou os objetivos da nova comissão.

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“Acho isso, no mínimo, ridículo e, no máximo, um desperdício do dinheiro dos contribuintes. Não serve para absolutamente nada”, declarou Sean Kirkpatrick. O ex-diretor sustentou que o painel estimula narrativas conspiratórias e reafirmou que as checagens governamentais anteriores nunca detectaram evidências confirmadas de engenharia não humana em território norte-americano.

Por outro lado, integrantes do grupo argumentam que o segredo de Estado retém dados cruciais para a ciência civil. “A comunidade de inteligência não foi criada para compartilhar informações. Ela existe para coletar, analisar, reter e manter em segredo”, disse o antropólogo Peter Skafish ao comentar as dificuldades para obter cooperação de setores militares.

Registros desclassificados detalham perseguição de orbe nos Estados Unidos

A documentação entregue ao escrutínio público detalha incidentes operacionais de patrulhas armadas. Entre os episódios descritos, dois agentes fed norte-americanos que vigiavam áreas sensíveis no oeste do país relataram aproximação a cerca de 50 metros de um orbe brilhante de coloração branca e laranja em outubro de 2023, após o veículo oficial perseguir luzes em velocidade elevada em terreno acidentado.

Divergências persistem entre as partes envolvidas nos estudos. Integrantes como Garry Nolan e Peter Skafish sustentam que o aparato de segurança já identificou indícios de tecnologias anômalas, enquanto os relatórios do Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios e declarações de Sean Kirkpatrick afirmam que não há nenhuma comprovação científica de origem fora da Terra nos dados reunidos.

A controvérsia científica motivou uma aposta formal no valor de US$ 1.000,00 entre Michael Shermer e Avi Loeb sobre a confirmação pública de civilizações alienígenas até o ano de 2030. “Eu disse que não, ele diz que vão. Espero que ele ganhe”, declarou Michael Shermer a respeito do prazo estipulado para a validação empírica das teses.

Cronologia das ações do conselho de OVNIs em 2026

As etapas de montagem e funcionamento do conselho científico obedeceram a um calendário escalonado ao longo do segundo semestre de 2026, com reuniões em agências de inteligência e sucessivas aberturas de pastas arquivadas pelo governo federal.

  • 14 de junho de 2026: Avi Loeb anuncia a formação do corpo de pesquisadores do comitê consultivo.
  • 31 de agosto de 2026: Integrantes do grupo participam de reunião no Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI).
  • 18 de setembro de 2026: Pentágono publica o sexto lote de documentos desclassificados sobre UAPs.
  • 2 de outubro de 2026: Investigação jornalística internacional revela o funcionamento interno e os debates do colegiado da Casa Branca.

Durante a reunião realizada em 31 de agosto de 2026 no Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), membros do conselho foram avisados da vigência de um protocolo de contingência governamental preparado para o caso de confirmação de inteligência não humana. Os detalhes e o conteúdo operacional desse plano de contingência não foram tornados públicos pelas autoridades norte-americanas.

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