O turismo no Brasil movimentou R$ 25,5 bilhões em julho de 2026 e atingiu o maior faturamento para o mês desde o início da série histórica apurada em 2012. O resultado mensal consolida uma sequência de indicadores positivos que levou o faturamento acumulado entre janeiro e julho a R$ 168,8 bilhões, abrindo caminho para que o setor alcance a marca de R$ 300 bilhões em receitas até o encerramento do ano.
Divulgados e repercutidos nesta sexta-feira (9), os números representam uma expansão de 3,4% nas receitas acumuladas nos sete primeiros meses do ano em relação a igual período anterior. A movimentação reflete a combinação entre a demanda de viagens de lazer durante o recesso escolar e a retomada consistente dos deslocamentos corporativos em todo o território nacional.
Transporte aéreo e serviços de alimentação puxam faturamento em julho
O transporte aéreo de passageiros assumiu a liderança na geração de receitas turísticas no país ao contabilizar R$ 8,1 bilhões no período de julho. O avanço foi estimulado pela procura por voos domésticos, que teve alta de 4% no mês, somada ao crescimento de 2,4% no fluxo de passageiros que embarcaram e desembarcaram nos terminais aeroportuários brasileiros.
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Em segundo lugar no ranking de receitas mensais, os meios de hospedagem movimentaram R$ 5,6 bilhões, registrando uma retração de 1,4% no confronto direto com o faturamento apurado em julho do ano anterior. O setor de alimentação, por sua vez, somou R$ 3,9 bilhões em julho, alcançando crescimento de 6,5% na mesma comparação e figurando entre as principais altas operacionais observadas na atividade econômica.
O economista e presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, avaliou o comportamento dos consumidores frente aos serviços de deslocamento e hospitalidade. “Sobretudo no pós-pandemia, viajar se tornou um desejo cada vez mais presente entre as famílias”, afirmou o dirigente ao analisar o apetite crescente do público por experiências em destinos domésticos.
São Paulo lidera receitas estaduais e Bahia registra maior expansão
O desempenho financeiro do setor demonstrou forte concentração territorial, com o estado de São Paulo mantendo a liderança absoluta ao registrar cerca de R$ 7 bilhões em julho de 2026, montante que corresponde a quase 40% de todo o faturamento apurado pelo turismo nacional no período. Na outra ponta, o estado da Bahia liderou o ritmo de crescimento percentual no país, alcançando avanço de 18,7% na comparação anual e somando R$ 759 milhões em receitas geradas pelas atividades turísticas regionais.
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O levantamento nacional indicou que 16 estados e o Distrito Federal apresentaram crescimento de receita no mês analisado, enquanto outras dez unidades da Federação registraram queda no faturamento. Entre as unidades federativas com variações mais expressivas em julho de 2026, destacam-se:
- Bahia: avanço de 18,7% no faturamento mensal, com receita de R$ 759 milhões.
- Rio Grande do Norte: crescimento de 16,3% na comparação interanual.
- Amapá: expansão de 12,4% no faturamento apurado em julho.
- Rio de Janeiro: alta de 5,5% nas receitas das atividades turísticas.
- Rio Grande do Sul: avanço de 4,9% na movimentação financeira do setor.
- São Paulo: expansão de 2,6% no faturamento mensal e alta acumulada de 3,4% no ano.
FecomercioSP projeta faturamento de R$ 300 bilhões em 2026
A projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo aponta para uma expansão global de 4% nas receitas turísticas ao fim do ano de 2026, consolidando uma marca histórica anual de R$ 300 bilhões. O acompanhamento do indicador foi inaugurado pela entidade em 2012 com base nas pesquisas primárias realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, período em que o mercado passou por diversas oscilações até registrar novos picos em abril de 2026 e, mais recentemente, no mês de julho.
Micro e pequenas empresas dominam 97% dos negócios turísticos
A estrutura operacional responsável por viabilizar o fluxo financeiro do setor apoia-se predominantemente em negócios de menor porte, uma vez que micro e pequenas empresas respondem por mais de 97% dos CNPJs em atividade na cadeia do turismo no Brasil. O presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, enfatizou o papel dessa rede econômica na distribuição dos recursos pelas cidades brasileiras.
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“Somos um país gigante, de homens e mulheres que acordam pela manhã e que nunca desistem. As micro e pequenas empresas representam 97% do turismo no Brasil. Por isso, o Sebrae está nessa agenda, que já demonstra um potencial extraordinário para gerar emprego e renda”, declarou Décio Lima. As análises detalhadas das viagens corporativas e da evolução mensal do setor constam da Carta Setorial de Turismo, publicada pela FecomercioSP em 28 de setembro de 2026.
