Temporais no Paraná derrubam capela e arrancam telhado de barracão

Igreja centenária ficou destruída - Luis Squiba/ Defesa Civil Foto: Igreja centenária ficou destruída - Luis Squiba/ Defesa Civil

Temporais com fortes vendavais atingiram o interior do Paraná e causaram destruição estrutural em propriedades rurais no fim da tarde de quinta-feira, 8 de outubro de 2026. Em Rebouças, na região centro-sul do estado, uma capela de madeira histórica desabou por completo, enquanto em Goioerê, no centro-oeste paranaense, a força do vento arrancou a cobertura metálica de uma instalação agrícola de grande porte.

As duas ocorrências não deixaram pessoas feridas, segundo informações confirmadas pelos órgãos de atendimento e moradores locais, apesar da intensidade dos ventos e da rápida evolução das tempestades nas duas localidades.

Destruição da capela de 100 anos em Rebouças

Igreja centenária ficou destruída - Luis Squiba/ Defesa Civil
Foto: Igreja centenária ficou destruída – Luis Squiba/ Defesa Civil

Na comunidade rural de Pântano Preto, em Rebouças, o vendaval derrubou totalmente uma capela construída em madeira há mais de 100 anos. O templo religioso estava desocupado no instante do colapso da estrutura, o que evitou ferimentos entre moradores da região. Em uma propriedade vizinha à capela rural, a ventania também derrubou diversas árvores e gerou avarias na estrutura de outro barracão agropecuário.

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Entre os escombros e as vigas de madeira que cederam durante a tempestade, os fiéis conseguiram resgatar intacta uma peça histórica: a imagem sacra de Nossa Senhora de Fátima, trazida de Portugal há cerca de 80 anos. A peça religiosa apresentou apenas pequenos danos na camada externa de pintura e foi recolhida pela comunidade para passar por processo de restauração artística.

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O agente Luis Squiba, da Defesa Civil, esteve no local dos escombros na sexta-feira (9) para conduzir vistorias técnicas e registrar os danos estruturais. Segundo o órgão municipal, os moradores e o proprietário do terreno já definiram a intenção de reerguer a edificação religiosa no mesmo ponto rural.

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Vendaval arranca cobertura de 2,4 mil m² em Goioerê

No município de Goioerê, o vento forte atingiu uma fazenda e destelhou integralmente um barracão agrícola com área de 2,4 mil metros quadrados. Câmeras do circuito de segurança da propriedade rural gravaram o instante em que as rajadas ergueram as telhas metálicas e arremessaram as peças contra o chão, espalhando destroços por vários metros da área de circulação.

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No momento exato em que a tempestade atingiu a fazenda, 18 trabalhadores rurais realizavam o plantio de soja e aproveitavam uma brecha de tempo aberto no campo. As imagens de monitoramento registraram que o operador de um trator freou o maquinário poucos segundos antes de a estrutura metálica desabar sobre o trajeto, evitando que o veículo agrícola fosse esmagado pelos escombros.

Dados dos estragos provocados pelas tempestades no Paraná

  • Área do barracão agrícola destelhado em Goioerê: 2,4 mil metros quadrados.
  • Trabalhadores rurais presentes na fazenda durante o incidente em Goioerê: 18 pessoas.
  • Tempo estimado de existência da capela de madeira que ruiu em Rebouças: mais de 100 anos.
  • Tempo decorrido desde a chegada da imagem sacra vinda de Portugal: cerca de 80 anos.
  • Velocidade máxima prevista para as rajadas no alerta estadual: até 100 km/h.

Alerta meteorológico severo no estado do Paraná

O estado do Paraná permaneceu sob alerta emitido por órgãos meteorológicos para a formação de tempestades severas ao longo da semana. O aviso técnico indicava probabilidade elevada de chuvas intensas em curto intervalo de tempo, precipitação de granizo e rajadas de vento que poderiam atingir a marca de 100 km/h em municípios das faixas centro-sul e centro-oeste.

Os proprietários da fazenda atingida em Goioerê ainda não finalizaram o levantamento financeiro com o custo das perdas materiais no barracão e eventuais danos aos equipamentos agrícolas. Em Rebouças, a comunidade de Pântano Preto também não estabeleceu o cronograma de obras nem a estimativa orçamentária final para iniciar o trabalho de reconstrução do templo de madeira.

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