Aparelhos celulares com certificação IP68 não devem ser utilizados de forma intencional em piscinas ou na água do mar. O alerta foi emitido pela Samsung no sábado, 10 de outubro de 2026, ao detalhar que a garantia padrão de fábrica não oferece cobertura automática para danos decorrentes do contato com substâncias líquidas, exigindo avaliação técnica prévia para verificar a origem de eventuais avarias.
Os ensaios que concedem a classificação são realizados em ambientes laboratoriais controlados e não transformam o smartphone em um produto imune à infiltração. Conforme explicou Renato Citrini, gerente sênior de produto de Mobile Experience da Samsung Brasil, a presença do selo não significa que o smartphone esteja protegido contra qualquer tipo de exposição à água nem que eventuais danos relacionados a líquidos sejam automaticamente cobertos pela garantia.
Norma IP68 e os parâmetros técnicos de teste nos celulares Galaxy
A classificação IP obedece a um padrão internacional composto por dois dígitos que medem a capacidade de vedação do chassi contra elementos externos. O primeiro algarismo, número 6, indica o nível máximo de proteção do aparelho contra o ingresso de partículas sólidas de poeira. Já o segundo algarismo, número 8, certifica que o modelo suporta a submersão contínua em condições rigorosamente padronizadas pela engenharia.
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Nos modelos das linhas recentes da fabricante sul-coreana, os parâmetros aplicados na fase de homologação seguem critérios restritos de tempo e de pressão:
- Galaxy S26: resistência em água doce parada de até 1,5 metro de profundidade por até 30 minutos;
- Galaxy S26+: resistência em água doce parada de até 1,5 metro de profundidade por até 30 minutos;
- Galaxy S26 FE: resistência em água doce parada de até 1,5 metro de profundidade por até 30 minutos.
De acordo com Renato Citrini, a água doce utilizada no teste de certificação não deve ser equiparada a outros ambientes aquáticos, como piscina ou mar. A dinâmica em ambientes reais difere completamente dos tanques estáticos de teste, onde a água permanece imóvel e não há pressão hidrodinâmica gerada por braçadas, mergulhos ou movimentos bruscos do usuário.
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Riscos do cloro, sal e produtos químicos em aparelhos com IP68
A composição química da água encontrada em áreas de lazer e praias é um dos principais fatores que inviabilizam a recomendação do uso recreativo. O cloro utilizado no tratamento de piscinas e a salinidade presente no mar agridem os materiais externos do celular, acelerando a corrosão de portas de conexão física, microfones, alto-falantes e borrachas de vedação interna.
A fabricante aponta que qualquer líquido fora do padrão de água doce pura aumenta consideravelmente as chances de falhas funcionais no circuito elétrico do dispositivo. Por essa razão, a empresa adverte que os consumidores evitem o contato com água salgada, substâncias químicas e situações com fluxo de alta pressão. Renato Citrini reforçou a recomendação: não recomendamos o uso dos smartphones na piscina ou no mar, inclusive para nadar ou realizar gravações submersas.
Condições da garantia de fábrica e opções com o seguro Samsung Care+
O consumidor que identificar defeitos após o aparelho ser molhado não terá reparo assegurado imediatamente pela assistência técnica autorizada. Os termos contratuais de garantia padrão determinam que cada caso seja submetido a uma perícia física. Os peritos analisam se a entrada de líquido ocorreu por vício de fabricação na vedação original ou por exposição a fatores não previstos no manual de instruções, como profundidade excessiva, solventes ou impactos mecânicos.
Para quem busca proteção financeira e suporte estendido contra situações imprevistas do cotidiano, a Samsung mantém o programa de seguro complementar Samsung Care+. O serviço pago à parte pode contemplar a cobertura contra danos acidentais e problemas causados por infiltração de líquidos, com abrangência que depende exclusivamente da modalidade e do plano contratado pelo comprador na aquisição do aparelho.
Histórico do recurso IP68 na linha Galaxy S e desgaste da vedação
A aplicação de certificação de resistência contra líquidos e poeira tem longo histórico no ecossistema da fabricante, tendo o Galaxy S7 estreado a vedação IP68 na família Galaxy S. Desde então, a solução técnica passou a integrar os modelos mais avançados da marca como um sistema de contenção para acidentes casuais, como chuva repentina ou queda temporária em superfícies molhadas.
Com o passar dos meses, no entanto, a eficácia do isolamento físico tende a diminuir de maneira silenciosa. Os adesivos industriais e as borrachas que barram a umidade sofrem desgaste químico natural e perdem maleabilidade. Além disso, quedas no chão, batidas estruturais e intervenções de manutenção já realizadas em assistências técnicas podem desalinhá-las ou rompê-las. Os smartphones atuais não contam com medidores internos ou alertas no sistema operacional para informar ao usuário se o nível de estanqueidade original continua preservado após um impacto.
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Ainda não há estimativa temporal precisa de quanto dura a eficácia dos adesivos e borrachas de vedação após o fim do período de garantia contratual dos aparelhos.
