iPhone furtado em Salvador gera mensagens com armas e dados de empresário

Diego Silva - Instagram

Diego Silva - Instagram

O empresário Diego Silva teve o iPhone furtado em Salvador e passou a receber ameaças com fotos de armas de fogo após acionar o bloqueio remoto do sistema. O caso começou após o crime ocorrido durante uma viagem à capital baiana e avançou para tentativas de coação digital destinadas a liberar o acesso ao dispositivo.

As intimidações incluíram o envio de registros pessoais e a indicação de uma antiga residência do proprietário da empresa Super Transado, que formalizou a denúncia na polícia após retornar ao Rio Grande do Sul.

Veja também: Inmet coloca todo o estado de São Paulo sob alerta de tempestade

Furto do iPhone no Pelourinho e registro na Bahia

O furto do aparelho ocorreu no fim de setembro de 2026, durante uma concentração com grande aglomeração de pessoas nas proximidades do Pelourinho, centro histórico de Salvador. Segundo o relato do empresário, o telefone estava guardado dentro da bolsa de sua mãe quando criminosos retiraram o objeto sem que ela percebesse a ação imediata no local. A família permaneceu temporariamente na cidade e registrou o boletim de ocorrência em uma delegacia da região, repassando aos agentes públicos as informações em tempo real obtidas por meio do rastreamento geográfico do dispositivo móvel.

Mensagens fraudulentas e coação com fotos de armas

Logo após colocar o telefone no modo perdido fornecido pelo ecossistema da Apple, Diego Silva começou a ser alvo de táticas fraudulentas de phishing. Os criminosos enviaram notificações falsas com links externos simulando avisos de que o aparelho havia sido localizado ou deixado em uma loja física, buscando induzir a vítima a fornecer suas credenciais e senhas de acesso à conta em nuvem. Como a vítima não atendeu aos comandos das páginas falsificadas, o contato evoluiu para ameaças diretas por aplicativo, com imagens de armas de fogo e a exposição de seu histórico residencial anterior.

Veja também: Adolescente morre em capotamento na BR-235 e motorista é preso

Táticas usadas contra Diego Silva após o furto

  • Furto do aparelho em área de grande aglomeração nas imediações do Pelourinho, no fim de setembro de 2026.
  • Envio de links fraudulentos simulando avisos de localização para captura de credenciais de acesso à conta.
  • Disparo de mensagens com imagens de armas de fogo cobrando a remoção do bloqueio de segurança.
  • Exposição de dados cadastrais e do endereço de um imóvel onde a vítima residiu no passado.
  • Registro de ocorrência adicional em uma delegacia de Porto Alegre para averiguação das ameaças.

Prática de coação para liberação de celulares furtados

O envio de notificações enganosas e intimidações corresponde a um método frequente utilizado por redes de receptação de telefones roubados ou furtados. Sem as senhas da conta pessoal ou a desativação da proteção remota pelo proprietário, os aparelhos modernos mantêm barreiras técnicas que impedem a reutilização comercial completa das peças e o acesso aos dados internos, o que costuma motivar a escalada de pressão sobre as vítimas para liberar o sistema de bloqueio.

Registro policial em Porto Alegre e situação do aparelho

Como necessitava do smartphone para administrar suas atividades profissionais, o empresário retornou a Porto Alegre e adquiriu um novo telefone. Diante do recebimento das fotografias de armamento e da preocupação com os atuais moradores do imóvel antigo citado pelos suspeitos, Diego Silva procurou uma delegacia gaúcha na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, para apresentar as provas digitais e solicitar investigação criminal.

Até o momento, os órgãos de segurança pública não confirmaram a identificação ou a prisão dos responsáveis pelo furto e pelo envio das ameaças. O paradeiro definitivo do aparelho telefônico e sua eventual recuperação permanecem sem confirmação oficial pelas forças policiais.